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- #1“Chapter 1 — O Último Herdeiro 1. A Criança da Profecia — Versão Definitiva +18 O céu de Elyndor sangrava. Não era metáfora. As nuvens tinham se rasgado como carne aberta, e delas caía uma chuva vermelha, pesada, quente, misturada com cinzas e fragmentos de estrelas mortas. A capital dos Kilians estava em ruínas. Torres douradas desabavam sobre templos antigos. Crianças gritavam nos corredores subterrâneos. Guerreiros cósmicos, antes vistos como invencíveis, caíam com os corpos partidos, esmagados pela invasão dos Draethar. No alto do Templo das Nove Estrelas, Elyra segurava o filho recém-nascido contra o peito. O bebê não chorava. Apenas olhava para o céu com olhos dourados, profundos demais para uma criança. — Ele sabe… — sussurrou Elyra, tremendo. — Kaeldros, nosso filho sabe que a morte chegou. Kaeldros, rei dos Kilians, entrou no salão coberto de sangue. Sua armadura estava quebrada, o rosto cortado, e uma lança negra atravessava seu ombro. Mesmo assim, ele permanecia de pé. — As muralhas caíram — disse ele, arrancando a lança do próprio corpo. O som da carne rasgando ecoou no templo. Elyra fechou os olhos, segurando o bebê com mais força. — Quantos sobreviveram? Kaeldros demorou para responder. Esse silêncio disse tudo. — Poucos. A rainha respirou fundo, mas a voz saiu quebrada: — Então é o fim dos Kilians. Kaeldros se aproximou dela. Pela primeira vez, o guerreiro mais temido de Elyndor parecia apenas um homem desesperado tentando salvar a família. — Não. Enquanto ele viver, nossa luz continua. Elyra olhou para o bebê. — Kaelion… Nesse instante, o templo tremeu. Uma gargalhada atravessou as paredes como veneno. As portas sagradas explodiram. Sagary entrou caminhando entre fumaça, sangue e pedaços de soldados mortos. O imperador Draethar sorriu. — Que cena bonita. O rei ferido, a rainha chorando… e a criança que os deuses mandaram matar. Kaeldros ergueu a mão. Sua energia explodiu em volta do corpo. — Armadura Cósmica: Manto de Órion. Uma camada de luz azul e prata cobriu sua pele como fogo líquido. As feridas em seu corpo queimaram, mas ele não gritou. Sagary riu. — Ainda consegue usar isso? Admirável. Kaeldros avançou. — Punho Estelar: Ruptura de Titã! O golpe atingiu Sagary no peito. O impacto criou uma onda de choque tão violenta que as colunas do templo racharam. Sagary foi arrastado alguns metros para trás, mas continuou sorrindo. Kaeldros sentiu a mão formigar. Era como se tivesse socado uma montanha viva. Os ossos dos dedos estalaram, e o sangue escorreu por baixo da armadura. Sagary baixou os olhos para o próprio peito. — Doeu um pouco. Então ergueu a mão. — Domínio do Vazio: Correntes da Aniquilação. Correntes negras surgiram do chão e atravessaram o corpo de Kaeldros. Uma delas perfurou sua coxa. Outra rasgou sua lateral. A terceira entrou pelo ombro ferido. Kaeldros urrou. A dor não era apenas física. Era como se o poder de Sagary sugasse suas memórias, sua força e até a vontade de continuar respirando. Elyra gritou: — Kaeldros! Sagary olhou para ela. — Entregue a criança, rainha. Talvez eu permita que morra rápido. Elyra deu um passo para trás. — Você nunca tocará no meu filho. Sagary sorriu mais largo. — Todos dizem isso antes de implorar. Kaeldros segurou as correntes com as mãos ensanguentadas. — Elyra… corra. — Eu não vou deixar você! — CORRA! O grito dele abalou o salão. Elyra chorou, beijou a testa do bebê e correu pelos corredores secretos do templo. Atrás dela, Kaeldros reuniu toda a energia que restava. — Sagary… O imperador virou o rosto. — Ainda vivo? Kaeldros sorriu com sangue nos dentes. — Vivo o bastante. A luz azul em volta dele ficou branca. — Explosão Cósmica: Sepultura de Estrelas. O templo inteiro foi engolido por uma explosão celestial. Sagary foi lançado contra os pilares, e parte do teto desabou. Kaeldros caiu de joelhos, tossindo sangue, sentindo cada órgão queimar por dentro. Mesmo assim, sorriu. Porque Elyra havia escapado. Nos corredores inferiores, a rainha corria descalça sobre pedras frias, deixando rastros de sangue. O bebê finalmente começou a chorar. — Eu sei, meu amor… eu sei… Ela chegou à Câmara das Estrelas. No centro da sala, um portal antigo girava como uma galáxia viva. Elyra caiu de joelhos diante dele. — Perdoe-me, Kaelion. Ela encostou a testa na do filho. — Um dia você vai me odiar por não estar ao seu lado. Mas viva. Mesmo que doa. Mesmo que o mundo te chame de monstro. Viva. O bebê tocou o rosto dela com a pequena mão. Elyra desabou em lágrimas. Então colocou Kaelion no portal. — Você é a última luz dos Kilians. O portal se abriu. A criança desapareceu. Elyra ficou sozinha. Atrás dela, passos ecoaram. Sagary surgiu entre as sombras, com parte do rosto queimado pela explosão de Kaeldros. — Onde está a criança? Elyra se levantou devagar. As lágrimas secaram. — Longe do seu alcance. Sagary fechou a expressão. — Então você escolheu uma morte lenta. Elyra sorriu com tristeza. — Não. Eu escolhi ser mãe. E, pela primeira vez naquela noite, Sagary parou de sorrir.”
- #2“Sagary caminhou lentamente pela Câmara das Estrelas. Os passos dele ecoavam como martelos funerários no silêncio do templo destruído. A fumaça ainda subia pelas rachaduras das paredes, e o cheiro de sangue queimado dominava o ar. Elyra permaneceu imóvel diante do portal apagado. Mesmo sabendo que morreria. Mesmo sentindo medo. Ela não ajoelhou. Sagary observou a rainha em silêncio por alguns segundos. Então perguntou: — Você realmente acredita que conseguiu salvá-lo? A voz dele era baixa. Fria. Mas carregava algo perigoso por baixo. Elyra ergueu lentamente o rosto. — Você nunca vai encontrá-lo. Sagary inclinou levemente a cabeça. — Todos escondem algo atrás do amor. Ele continuou se aproximando. — Mas o destino sempre cobra. A pressão espiritual liberada pelo imperador Draethar começou a esmagar o ambiente. As pedras do chão racharam lentamente, e pequenas partículas começaram a flutuar ao redor do corpo dele. Elyra sentiu os pulmões queimarem. Era difícil respirar perto daquela criatura. Mesmo assim… Ela sorriu. — Você tem medo dele. Sagary parou. O silêncio ficou pesado. Então seus olhos vermelhos encontraram os dela. Pela primeira vez… A expressão dele mudou. Não era raiva. Era algo pior. Ódio verdadeiro. — Seu filho é uma maldição. A energia negra explodiu ao redor dele violentamente. — Se Kaelion despertar completamente… O teto da câmara começou a tremer. — Céus, infernos e estrelas serão destruídos. Elyra respondeu imediatamente: — Então por que os deuses têm mais medo dele do que você? Aquilo atingiu Sagary como uma lâmina invisível. O imperador ficou em silêncio. E aquele silêncio confirmou tudo. Elyra arregalou os olhos lentamente. Ela finalmente entendeu. Os Draethar não haviam iniciado aquela guerra sozinhos. Os deuses realmente participaram do massacre. Sagary observou a reação dela. — Agora você entende. A voz dele ficou mais fria. — Seu povo morreu porque os céus são covardes. Elyra sentiu o coração apertar violentamente. Milhões de Kilians morreram acreditando que protegiam o equilíbrio do universo. Mas no fim… Foram traídos pelos próprios deuses que juraram servir. Lágrimas surgiram nos olhos dela novamente. — Então tudo isso foi uma mentira… Sagary abriu lentamente os braços. — O universo inteiro é construído sobre mentiras. Então ele ergueu a mão. A escuridão começou a se concentrar ao redor dos dedos dele. — Técnica Suprema: Eclipse do Fim. A temperatura da sala despencou instantaneamente. A própria luz começou a desaparecer. Elyra sentiu algo horrível invadir seu corpo. Não era apenas medo. Era vazio. Como se a técnica drenasse esperança, memórias e emoções. Até mesmo o som parecia morrer ao redor de Sagary. A rainha percebeu imediatamente: Aquele poder não destruía apenas matéria. Destruía existência. Mesmo assim… Ela não recuou. Elyra fechou os olhos lentamente. Então ativou sua própria energia. Uma aura dourada suave envolveu seu corpo. — Canção Celestial dos Kilians. Runas antigas surgiram pela câmara. Uma melodia cósmica começou a ecoar no ambiente. Sagary estreitou os olhos. — Ainda usa magia sagrada? Elyra abriu os olhos novamente. E havia paz neles. — Enquanto existir amor… a luz nunca desaparece completamente. Então a energia dourada explodiu. A Canção Celestial atravessou o Eclipse do Fim como uma estrela rompendo a escuridão. As duas energias colidiram violentamente. A explosão destruiu metade da Câmara das Estrelas. Sagary foi empurrado alguns passos para trás. Mas Elyra… Ela sentiu o preço imediatamente. Seu corpo começou a rachar lentamente. Sangue dourado escorreu por seus braços. A Canção Celestial consumia a própria vida do usuário. Mesmo assim… Ela continuou cantando. Porque precisava ganhar tempo. Muito longe dali… Em outro mundo… Kaelion chorava nos braços de uma mulher humana. Uma camponesa chamada Helena. Ela havia encontrado o bebê sozinho no meio de uma floresta iluminada por estrelas ”
Art Style: American Superhero
Color Mode: Full Color
Panels: 2
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