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Panel prompts:
  1. #1A chuva caía sobre as ruínas de uma antiga cidade devastada pela Guerra das Grandes Seitas de Artes Marciais. Entre os escombros caminhava um jovem de olhos vermelhos como brasas e cabelos negros de 13 anos como a noite. Seu nome era Kael. Anos antes, seus pais haviam sido mortos durante o conflito entre as poderosas seitas marciais que disputavam o domínio do continente. Órfão, Kael cresceu nas ruas, sobrevivendo com pequenos furtos e restos de comida. O sofrimento endureceu seu coração, mas não apagou o brilho determinado em seus olhos. Certa noite, enquanto procurava abrigo em um mercado abandonado, ele foi cercado por guerreiros da Seita do Dragão Dourado, uma das seitas nobres que governavam as cidades através da corrupção e do medo. — Então é você o garoto dos olhos demoníacos — zombou o líder dos guerreiros. — O mestre quer sua cabeça. Kael tentou fugir, mas estava cercado. Os espadachins avançaram ao mesmo tempo. De repente, uma garrafa vazia voou pelo ar e atingiu um dos guerreiros na testa. — Cinco contra um garoto? Vocês nobres ficaram ainda mais covardes desde a última vez que os vi. Sentado sobre um muro quebrado estava um velho de barba desgrenhada, roupas gastas e uma cabaça de vinho pendurada na cintura.
  2. #2Os guerreiros riram. — Sai da frente, bêbado! O velho deu um gole em sua bebida. — Eu até sairia... mas o garoto me parece mais interessante que vocês. Num piscar de olhos, o velho desapareceu. Lâminas cintilaram. Quando Kael percebeu, todos os guerreiros estavam caídos no chão, derrotados antes mesmo de entenderem o que havia acontecido. O velho guardou sua espada enferrujada. — Pronto. Agora posso voltar a beber em paz. Sem dizer mais nada, começou a caminhar pela estrada. Kael observou o homem se afastar. Pela primeira vez em muitos anos, alguém o havia ajudado sem pedir nada em troca. Então começou a segui-lo.
  3. #3Durante dias, Kael continuou seguindo o espadachim por montanhas, florestas e vilarejos. Sempre mantendo distância, sempre observando. Finalmente, numa noite ao redor de uma fogueira, o velho perguntou: — Qual é o seu objetivo? Kael encarou as chamas. — Quero descobrir por que meus pais morreram. Quero destruir as seitas corruptas que arruinaram este mundo. O velho ficou em silêncio por alguns instantes. Então sorriu. — Uma meta impossível. Gostei. — Vai me ensinar? — Talvez. — O que preciso fazer? O velho levantou-se e jogou uma espada de madeira aos pés do garoto. — Primeiro sobreviva ao meu treinamento. Kael pegou a espada. Sem saber, naquele momento começava a jornada do futuro espadachim que abalaria todas as grandes seitas do continente. E o velho bêbado que o acompanhava escondia um segredo capaz de mudar o destino do mundo marcial.
  4. #4Os meses passaram como uma tempestade interminável. Kael descobriu rapidamente que o treinamento do velho espadachim era muito diferente do que imaginava. Não havia técnicas secretas. Não havia pergaminhos lendários. Não havia meditação em montanhas sagradas. Havia apenas dor. — Mais rápido! — gritava o velho enquanto acertava um tapa na nuca do garoto. — Ai! — Se conseguiu reclamar é porque ainda tem energia sobrando! Durante o dia, Kael corria por montanhas carregando pedras enormes. À noite praticava golpes de espada até suas mãos sangrarem. Quando cometia um erro, recebia um tapa. Quando baixava a guarda, recebia um soco. Quando fazia tudo certo... Recebia outro tapa. — Por que me bate mesmo quando acerto?! — reclamou certa vez. — Porque um inimigo não vai esperar você errar para atacar. Os anos de sobrevivência nas ruas deram resistência a Kael, mas o treinamento do velho estava transformando seus instintos em algo muito mais perigoso. Seu corpo começou a reagir sozinho aos movimentos ao redor.
  5. #5Então, certa madrugada, aconteceu. Kael dormia profundamente perto da fogueira. Tudo estava silencioso. De repente, seus olhos se abriram. Seu corpo se moveu sozinho. Whoosh! Uma espada passou exatamente onde sua cabeça estava um instante antes. Kael rolou pelo chão e sacou sua espada de madeira. Na sua frente estava o velho. — Nada mal. — VOCÊ TENTOU ME MATAR?! — Talvez. — TALVEZ?! O velho sorriu. Mas antes que Kael pudesse reclamar novamente, algo estranho aconteceu. Uma sensação percorreu seu peito. Seu coração começou a bater violentamente. BUM! BUM! BUM! Raios azulados surgiram ao redor de seu corpo. O chão começou a tremer. Pequenas faíscas elétricas dançavam entre seus dedos. O ar parecia vibrar. Dentro de seu peito, uma esfera luminosa se formava. Um núcleo. Seu primeiro núcleo de energia espiritual.
  6. #6Quatro anos se passaram. O garoto magro e ferido que seguia um velho bêbado pelas estradas havia desaparecido. Agora, aos dezesseis anos, Kael era alto, forte e carregava no olhar vermelho a experiência de alguém que enfrentara incontáveis batalhas. Seu Núcleo da Tempestade Celestial havia crescido muito, e pequenas faíscas elétricas surgiam ao seu redor quando suas emoções se agitavam. Naquele dia, porém, ele não parecia um guerreiro. Parecia apenas um filho prestes a perder seu pai. Em um campo aberto, sob uma árvore antiga, Aldren estava deitado sobre a grama. A chuva começava a cair. O velho espadachim estava fraco. Muito fraco. Kael permaneceu em silêncio ao seu lado. Aldren soltou uma pequena risada. — Nunca pensei que viveria tanto. — Você ainda vai viver mais alguns anos. — Mentiroso. Kael desviou o olhar. Aldren observou as nuvens escuras. — Todo guerreiro termina sua história antes de morrer. — Não fale assim. — Escute. Pela primeira vez em muitos anos, Kael ficou em silêncio. — Você não precisa carregar vingança pelo resto da vida. — ... — Mas também não precisa fugir de quem é.
  7. #7A chuva ficou mais forte. — Mestre... Aldren sorriu. — Ah, então finalmente me chamou de mestre. Pouco depois, seus olhos se fecharam. E nunca mais se abriram. A tempestade rugia nos céus. Sozinho, Kael cavou uma sepultura sob a árvore onde Aldren havia passado seus últimos momentos. A chuva misturava-se às lágrimas que ele se recusava a admitir que derramava. Quando terminou, fincou a velha espada enferrujada de Aldren sobre o túmulo. — Obrigado... mestre.
  8. #8Dias depois. Montado em seu cavalo negro, Kael chegou à pequena cidade de Valesombra. Cansado da viagem, entrou em uma estalagem simples chamada "Javali Dourado". O cheiro de comida quente preenchia o ambiente. Mercadores conversavam. Aventureiros jogavam cartas. Músicos tocavam perto da lareira. Kael escolheu uma mesa no canto. Antes mesmo que pudesse pedir algo, alguém sentou-se na cadeira à sua frente. Era um garoto da mesma idade. Olhos verdes brilhantes. Cabeça completamente careca. E um enorme sorriso. — Olá! Kael piscou. — Olá. — Você parece perigoso. — E você parece estranho. — Justo. O garoto deu uma gargalhada. — Meu nome é Finn. — Kael.
  9. #9Dias depois, os dois chegaram ao local das Competições das Grandes Seitas. O evento acontecia apenas uma vez a cada cinco anos. Milhares de pessoas haviam viajado para assistir. À frente deles erguia-se uma enorme fortaleza de pedra negra, construída sobre uma colina. Ao seu lado havia um gigantesco campo aberto transformado em arena. Bandeiras coloridas das diversas seitas balançavam ao vento. Guerreiros de todas as regiões se reuniam ali para demonstrar sua força. As arquibancadas estavam lotadas. Mercadores vendiam armas, armaduras e comidas exóticas. No centro da arena havia dezenas de plataformas de combate. Finn observava tudo com os olhos brilhando. — Isso é incrível! Kael manteve-se atento. Ele reconhecia vários símbolos. A Seita do Dragão Dourado. A Seita da Lótus Escarlate. A Seita das Cem Lâminas.
  10. #10De repente, trombetas ecoaram pelo vale. Toda a multidão se levantou. Soldados vestidos de armaduras douradas marcharam para a fortaleza. Atrás deles surgiram cavaleiros montados em cavalos brancos. Então uma carruagem imperial apareceu. — A Família Imperial! — alguém gritou. A multidão imediatamente se ajoelhou. No topo da fortaleza, uma plataforma especial havia sido preparada. Lá tomaram seus lugares o Imperador, a Imperatriz, diversos príncipes e princesas, além dos generais mais importantes do império. Finn se aproximou de Kael e cochichou: — Acho que nunca vi tanta gente importante reunida. — Nem eu. Mas algo chamou a atenção de Kael. Entre os membros da família imperial estava uma jovem de cabelos prateados e olhos violetas. Ela observava a multidão sem demonstrar emoção. Por um breve instante, seus olhos encontraram os de Kael. Uma estranha sensação percorreu seu corpo. A princesa pareceu surpresa. Muito surpresa. Como se tivesse reconhecido algo. Ou alguém.
  11. #11Depois de mais três combates, o nome de Kael finalmente ecoou pela arena. — Próxima luta! Kael, espadachim independente, contra Ren Yue, segundo filho da Seita Lótus Escarlate! A multidão começou a comentar. — Um espadachim independente? — Contra um herdeiro da Lótus Escarlate? — Isso vai acabar rápido. Nos bastidores, Finn entregou a espada para Kael. O garoto observou a arma por alguns instantes. A bainha estava desgastada. A guarda tinha marcas de ferrugem. A lâmina carregava cicatrizes de inúmeras batalhas. — Tem certeza? — perguntou Finn. — Essa espada está muito gasta. Kael segurou a arma com firmeza. — Eu não tenho dinheiro para forjar uma nova. Finn abriu a boca para responder. Mas Kael continuou: — E esta espada pertenceu a alguém importante. Por um instante, lembrou-se de Aldren. Dos tapas. Dos socos. Das noites treinando sob chuva. Das inúmeras vezes em que o velho o derrotou sem esforço. Um pequeno sorriso apareceu em seu rosto. — Ela ainda corta. Finn sorriu. — Então mostre a eles. Então Kael entrou na arena
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Manga Story #7484 - AI Manga | Mangii | Mangii