Creation Details
Prompt: transforme o texto abaixo em um mangá: **Diário de Heitor Nascimento** **Data: 17 de Março de 2002** **Local: Apartamento à beira do colapso, Fortaleza** --- **Entrada #147** O telefone tocou às 3:47 da manhã. Um horário digno de tragédias ou de bêbados. Infelizmente, não se tratava do segundo. Cassaco, meu gambá de estimação—e único ser neste mundo que ainda tolera minha presença—ergueu as orelhas com um grunhido sonolento antes de enterrar o focinho novamente sob a cauda. Eu, por outro lado, não tive o mesmo privilégio de ignorar a chamada. — Heitor. — A voz do meu irmão soou como um soco no estômago. Adriano não liga. Não mais. Não desde… Bem, não importa. — Delegado Nascimento fazendo plantão noturno? Que honra. — Dei uma tragada no cigarro antes de continuar. — Ou será que finalmente se deu conta de que esqueceu meu nome no batismo e veio corrigir o erro? Ele ignorou a provocação, como sempre. — Preciso que você venha ao Parque do Cocó. Agora. — Ah, sim. Porque *certamente* estou ansioso para dar um passeio noturno num local conhecido por abrigar desde amantes clandestinos até cadáveres esquecidos. — É exatamente o último. — Adriano fez uma pausa. — E… tem umas coisas aqui que você precisa ver. Coisas que… lembra. O silêncio que se seguiu foi mais eloquente do que qualquer explicação. *Lembra*. Uma palavra pequena para um abismo grande. --- **4:23 da manhã** O Parque do Cocó cheirava a terra molhada e algo mais doce, quase metálico. O corpo estava perto de um aglomerado de árvores, envolto em uma névoa baixa que parecia dançar sob a luz fraca das lanternas. Uma mulher, jovem, talvez vinte e poucos anos. Cabelos escuros, pele pálida. E as marcas… Adriano, de uniforme impecável (como sempre), cruzou os braços ao me ver manobrando a bengala no terreno irregular. — Dá pra acreditar que você ainda fuma? — Ele cuspiu as palavras como se fossem um insulto pessoal. — Dá pra acreditar que você ainda usa esse perfume barato? Cheiro de delegado recém-promovido. — Retruquei, evitando o olhar que sabia vir a seguir. Aquele que dizia *"Você está igual ao pai"*. Ele não insistiu. Em vez disso, apontou para o corpo. — Veja isso. As marcas eram… estranhas. Padrões circulares, como queimaduras, mas não de cigarro. Mais como se algo *orgânico* tivesse grudado na pele dela. E então havia o passarinho. Um pequeno pássaro marrom, morto, colocado cuidadosamente ao lado da mão direita dela. Intacto, exceto por uma única pena faltando. — Já vi isso antes. — Murmurei, mais para mim mesmo. Adriano não respondeu diretamente. Em vez disso, esfregou o queixo, pensativo. — Preciso montar um grupo. Algo discreto. Alguém que possa olhar pra isso sem… *preconceitos profissionais*. — Ah, então *agora* você quer minha ajuda? Depois de— — Carla Lovelace. — Ele interrompeu, como se não tivesse ouvido. — Perita forense. Boa, discreta. E… mais alguém. Alguém que entenda de… coisas fora do manual. Sorri, o tipo de sorriso que não chega aos olhos. — Bianca Fonseca. Adriano ergueu uma sobrancelha. — A veterinária do seu gambá? — Exatamente. Se há alguém que entende de criaturas estranhas, é ela. Ele ficou em silêncio por um momento, depois assentiu. — Certo. Mas Heitor… — Ele olhou para o corpo, depois para mim. — Isso não é só um assassinato. É algo que o *velho* investigaria. Não respondi. Não precisava. O cadáver sorria. Não literalmente, é claro. Mas havia algo naquela cena que parecia… familiar. Como uma piada interna que só nós dois entendíamos. E, de repente, 2002 parecia muito mais sombrio do que eu gostaria. --- **Fim da Entrada #147** *(Nota: Comprar mais cigarros. E café. Muito café.)* *(Nota 2: Cassaco parece inquieto. Observar.)* *(Nota 3: Adriano ainda deve aqueles 50 reais de 1998. Cobrar eventualmente.)* descreva a aparência deles sendo: Heitor: pele parda, cabelo castanho amarrado em um rabo de cavalo e óculo Adriano: cabelo preto bagunçado, barba por fazer, camisa social preta e distintivo no pescoço
Art Style: Soft Romance
Color Mode: Full Color
Panels: 1
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Manga Story #6174 - AI Manga | Mangii | Mangii