Creation Details
Prompt: “🩸 Cena — “O Sonho que Não Era Sonho”
A escuridão não era completa.
Havia… consciência.
Fragmentos.
Respiração irregular.
O corpo pesado demais para reagir.
Ela não sabia quanto tempo tinha passado. Horas? Dias?
A única certeza era o frio.
E então…
um som.
Passos.
Lentos.
Firmes.
Controlados.
Ela tentou abrir os olhos — e conseguiu, só um pouco.
Tudo estava desfocado.
Sombras.
E uma silhueta.
Parada.
Observando.
O coração dela acelerou imediatamente, mesmo fraca.
Instinto.
Perigo.
Mas algo… não encaixava.
A figura se aproximou.
E então o rosto entrou na luz.
Ela congelou.
— …Aelis?
A voz saiu quebrada, quase inaudível.
A
Aelis Noirevaux
a encarava em silêncio.
Sem responder.
Sem se aproximar demais.
Só olhando.
Algo estava errado.
Muito errado.
Mas o corpo dela não reagia.
A mente… também não.
Era como se estivesse presa entre acordar e dormir.
— Eu… tô sonhando… — ela murmurou, mais pra si mesma.
A figura inclinou levemente a cabeça.
Observando.
Estudando.
Como se analisasse cada reação.
Como se estivesse… aprendendo.
Ela tentou se levantar.
Não conseguiu.
Tentou se concentrar.
Falhou.
— Você… veio me ajudar…?
Silêncio.
Então, finalmente—
— Não.
A voz era parecida.
Mas não era igual.
Tinha algo mais frio.
Mais fundo.
Mais… vazio.
Um arrepio percorreu o corpo dela.
Mas ainda assim—
ela não conseguia sair daquele estado.
A mente tentou justificar.
É um sonho.
Tem que ser.
A figura se aproximou mais.
Agora perto o suficiente.
O suficiente para que os olhos fossem visíveis.
E havia algo ali…
errado.
Profundo.
Antigo.
Faminto.
A mão da figura se ergueu lentamente.
E tocou o rosto dela.
No mesmo instante—
o mundo pareceu distorcer.
Como se algo tivesse atravessado sua mente.
Ela tentou recuar.
Mas o corpo não obedecia.
— Você é forte… — disse a figura, baixa. — Mais do que a maioria.
A respiração dela falhou.
Algo dentro dela… percebeu.
Tarde demais.
— Por isso… eu não posso simplesmente te usar.
Uma pausa.
Os dedos deslizaram até o queixo dela, levantando levemente seu rosto.
— Eu preciso… te refazer.
O coração dela disparou.
Agora o instinto gritava.
Errado.
ERRADO.
— Aelis…?
Mas dessa vez—
a figura sorriu.
E não era o sorriso da Aelis.
Era outro.
Frio.
Controlado.
Perigoso.
— Não.
Silêncio.
E então, quase como um sussurro:
— Eu sou aquilo que você não consegue matar.
O ar pareceu desaparecer dos pulmões dela.
Os olhos tentaram focar de novo—
E por um segundo…
ela viu.
Não Aelis.
Mas outra.
Idêntica.
E completamente diferente.
A
Lilith Vauclair.
O pânico veio.
Tarde demais.
A mão deslizou até o pescoço dela—
e o mundo afundou.
Não houve grito.
Não houve força suficiente.
Só a sensação de algo sendo arrancado…
e substituído.
A consciência falhou.
🩸 Depois
Silêncio.
Muito tempo depois…
ela acorda.
O mundo estava… diferente.
Claro demais.
Som alto demais.
Cheiro—
O cheiro.
Ela se levanta de repente, ofegante.
Confusa.
Perdida.
Viva.
Mas não da mesma forma.
E então…
ela percebe que não está sozinha.
Encostada na parede, observando como se já esperasse por aquele momento—
estava ela.
A
Lilith Vauclair.
— Agora… — disse calmamente — você entende.
A caçadora recuou.
O coração… não batia como antes.
— O que você fez comigo…?
A Lilith deu um passo à frente.
Sem pressa.
Sem medo.
— Eu te dei uma nova natureza.
Silêncio.
Os olhos da caçadora começaram a mudar.
Ela sentia.
A fome.
A confusão.
O medo.
— Não… — ela sussurrou.
A Lilith inclinou a cabeça.
Observando.
— Você era difícil de alcançar.
Mais um passo.
— Agora…
A mão dela tocou o rosto da caçadora novamente.
E dessa vez—
a mente não resistiu.
— você é minha.
Os pensamentos começaram a embaralhar.
Memórias… sumindo.
Sensações… sendo alteradas.
A imagem da Aelis…
distorcida.
Confundida.
Apagada.
A caçadora tentou lutar.
Mas não sabia contra o quê.
Não sabia mais o que era real.
A última coisa que ela sentiu…
foi a própria identidade escorregando.
E a voz da Lilith, baixa—
quase gentil—
— Vai doer menos se você parar de resistir.
E então…
silêncio.”
Art Style: Noir Comics
Color Mode: Full Color
Panels: 1
Created: