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- #1“Capítulo 2 — O Cavaleiro da Porta Vermelha As portas da catedral cederam com um estrondo que ecoou pelas vigas de carvalho centenárias. Matt foi o primeiro a entrar, e o ar pesado o atingiu como um soco. O cheiro era uma mistura nauseante de incenso doce, ferro de sangue fresco e o odor acre de carne queimada. No chão, símbolos complexos brilhavam sob a luz de centenas de velas, traçados com uma substância vermelha que ainda parecia escorrer. Atrás dele, o destacamento do GCPD avançou, as lanternas das armas cortando a penumbra. — Limpem os flancos! — gritou um oficial. — Movimento no altar! Não abaixem as armas! Matt ergueu os olhos e o fôlego travou em sua garganta. No centro do presbitério, diante de uma enorme porta de ferro selada por correntes e marcas de sangue, estava uma figura impossível. Um cavaleiro. Ele vestia uma armadura negra fosca, adornada com um manto escuro que parecia absorver a luz das velas. O capacete fechado não revelava olhos, apenas uma fenda de escuridão absoluta. Em sua mão direita, uma espada longa descansava, mas o que realmente chamava a atenção eram as dezenas de outras lâminas espalhadas por uma mesa próxima — algumas corroídas pelos séculos, outras brilhando com um polimento letal. — Certo... — Matt apertou o cabo da pistola, o suor escorrendo pela nuca. — Eu esperava mafiosos do Galavan, não um templário justiceiro saído de um filme de terror. O cavaleiro inclinou a cabeça lentamente. O movimento foi silencioso, predatório. Então, ele explodiu em movimento. Foi rápido demais para alguém carregando tanto metal. CLANG! Um grito agônico rasgou o ar quando a lâmina atravessou o peito de um policial antes mesmo que ele pudesse gritar um aviso. — FOGO! FOGO! — a ordem veio carregada de pânico. O salão explodiu em um caos de flashes e estampidos. As balas atingiam a armadura do templário, arrancando faíscas alaranjadas e um som metálico ensurdecedor, mas ele não recuou. Ele sequer hesitou. Era um tanque de guerra em forma humana. Outro policial tentou interceptá-lo lateralmente. O cavaleiro girou o corpo com uma graça violenta; a espada descreveu um arco perfeito, cortando o homem da clavícula ao esterno em um único golpe fluido. Matt arregalou os olhos, recuando enquanto as sombras ao redor do cavaleiro começavam a se agitar. Elas não estavam apenas observando agora; elas pareciam vibrar, excitadas pelo massacre, como animais famintos diante de um banquete. O templário travou o capacete na direção de Matt. — Ah, não. Eu não... — Matt não terminou a frase. O cavaleiro avançou. A distância entre eles sumiu em segundos. A espada veio em um corte diagonal, mirando seu pescoço. Matt mergulhou para o lado, sentindo o deslocamento de ar passar a milímetros de sua orelha. A lâmina atingiu uma coluna de madeira atrás dele, partindo-a como se fosse um graveto. — Filho da...! Matt rolou pelo chão, sacou a pistola e disparou três vezes à queima-roupa. BANG! BANG! BANG! O reflexo do templário era desumano. Ele inclinou o tronco para desviar de duas; a terceira atingiu a placa peitoral e ricocheteou para o teto. — Claro. Por que as balas funcionariam, não é? — Matt praguejou, o sarcasmo sendo sua única defesa contra o terror absoluto. Ele disparou em retirada, saltando por cima dos bancos da igreja enquanto o som de vidros estilhaçados preenchia o ambiente. Os tiros do GCPD continuavam a cruzar o salão, mas o cavaleiro ignorava o fogo de cobertura como se fosse uma chuva leve. Ele avançava destruindo tudo em seu caminho; um banco de madeira maciça foi reduzido a lascas com um chute de sua bota blindada. Matt sentiu o coração martelar contra as costelas. As sombras ao redor do templário estavam mais densas, tornando-se uma névoa negra que parecia dar ao cavaleiro uma força ainda mais sobrenatural. — Eu odeio absolutamente tudo nessa cidade! — Matt gritou, sacando uma segunda arma do coldre de cintura e disparando enquanto corria para ganhar distância. O cavaleiro ergueu a espada para o golpe final”
Art Style: Urban Drama
Color Mode: Full Color
Panels: 1
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