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Prompt: “Transilvânia, ano de 1400.
Era o tempo do Reinado das Trevas, quando uma luta intensa por territórios e poder se espalhava entre as diversas raças de criaturas que habitavam o mundo. Vampiros, lycans, humanos, anjos, demônios, fadas, bruxas e muitas outras espécies travavam batalhas incessantes, até mesmo entre seus próprios semelhantes.
Tudo mudou com a chegada deles: os híbridos.
Seres que não pertenciam a um único lado e que causaram um profundo desequilíbrio entre os poderes existentes. Após inúmeras guerras — inclusive internas — cada raça acabou se unificando.
Os vampiros fundaram a Camarilla, formada pelas Treze Grandes Famílias.
Os lycans criaram a Lynkei, composta por três tribos.
Os humanos se estabeleceram em Globaria.
Os anjos ergueram Celestia, governada pelos serafins.
Os caídos fundaram Imperar, vivendo entre os humanos.
Os demônios dominaram Infernia, sob o comando dos Príncipes Infernais.
Outras espécies permaneceram sob líderes individuais, observando o mundo se reorganizar à força. Foi em meio a esse caos que um destino inesperado surgiu.
Próximo ao celeiro de uma das Treze Famílias Vampíricas — os Malkavianos — jazia um jovem desacordado. Sua pele era pálida como a neve, e seus cabelos longos e negros possuíam mechas prateadas que refletiam a luz da lua.
— AAAAAAH! — um grito cortou o silêncio da noite.
Lya, uma serva da família, levou a mão à boca, aterrorizada.
— O que aconteceu, Lya? — perguntou um guarda que apareceu imediatamente.
— Tem um garoto aqui no chão… acho que ele está morto, Cristian!
Cristian aproximou-se do corpo e sacudiu o rapaz, tentando acordá-lo.
— Ei, rapaz, acorde.
Ao virá-lo, seu semblante mudou drasticamente. Dois cortes profundos marcavam as costas do jovem, cobertos por sinais evidentes de queimaduras.
— Eu disse que ele está morto — insistiu Lya. — Não tem como alguém sobreviver a isso. Vou avisar a senhorita.
— Calma — respondeu Cristian, firme. — Ele continua vivo. Não sei como, mas está. Avise à senhorita e chame um médico.
Pouco depois, Lya avisou a senhorita da casa, filha de um duque Malkaviano. Assim que soube do ocorrido, ela ordenou que trouxessem o jovem para o interior da mansão e chamassem um médico imediatamente.
Ao descer as escadas, Luna Malkavian deparou-se com Cristian carregando o corpo ferido. Seus olhos se arregalaram ao ver as marcas nas costas do rapaz.
— Senhorita Luna, onde devo deixá-lo para o médico examiná-lo? — perguntou o guarda.
— No quarto de hóspedes — respondeu ela. — Avise meu pai e minha mãe.
— A senhorita ficará bem sozinha?
— Pode ir, Cristian. Sei me defender e, mesmo que ele acorde, não terá forças para fazer nada nessas condições.
Pouco tempo após a saída do guarda, o jovem começou a despertar.
Ao abrir os olhos, revelou algo impossível: um deles era vermelho, marcado por uma runa em forma de pentagrama; o outro, azul, adornado por símbolos que lembravam asas. Ao tentar se mover, contorceu-se de dor ao sentir as costas arderem.
— Acalme-se — disse Luna suavemente. — O médico logo chegará.
— Quem é você…? — perguntou ele, confuso. — E como vim parar aqui?
— Me chamo Luna. Sou filha do dono desta casa. Você foi encontrado desacordado em nossas terras. Nossa criada o achou e nosso guarda o trouxe para dentro.
Ele franziu o cenho, tentando se lembrar de algo.
— Meu nome… não lembro bem. A última coisa de que me recordo é alguém dizendo “Aza”… e então eu caí.
— Então vou chamá-lo de Aza, por enquanto — disse Luna. — Pelo visto, perdeu a memória.
— É Realmente a dedução provável — respondeu ele, com um leve sorriso.
Nesse momento, Cristian retornou acompanhado dos pais de Luna, e logo atrás veio Lya com o médico. Todos se espantaram ao ver o rapaz já acordado, sentado na cama e conversando.
— Meu jovem — disse o médico, admirado — você está bem? Lembra-se de algo?
— Bem… talvez eu não devesse estar vivo — respondeu Aza, sorrindo levemente. — Minhas costas doem muito, e só lembro de ouvir “Aza” antes de cair.
O médico examinou os ferimentos e se assustou ao ver a profundidade dos cortes e as queimaduras. Aplicou uma mistura de ervas medicinais e cobriu os ferimentos com ataduras grossas.
— Não removam isso antes de sete luas — alertou, antes de se despedir.
Após a saída do médico, o jovem perguntou:
— Desculpem o incômodo, mas quem foi que me encontrou e me carregou?
— Lya e Cristian — respondeu Luna, apontando para os dois.
— Agradeço a ambos — disse Aza. — E também à senhorita Luna, por acolher um desconhecido e cuidar dos meus ferimentos. Gostaria de retribuir de alguma forma.
— Então parece que encontramos o segurança que eu queria — comentou Luna, animada.
— Faremos testes com ele — disse Thimos, sério. — Ainda não sabemos sua origem.
— Querido — interveio Lindasse — nossa filha nunca se empolgou assim com alguém. Você a viu sorrir. Ele parece um bom rapaz, e Cristian pode ensiná-lo o trabalho.
Thimos suspirou.
— Muito bem. Mas “Aza” é simples demais. Precisa de um nome mais imponente. Azazel será seu nome.
— Pai, mas esse não é o nome de um dos Sete Infernais? — questionou Luna.
— Aquele Azazel desapareceu há eras. Avisarei o conde sobre nosso novo inquilino. Não teremos problemas.
— O conde seria tipo… o rei? — perguntou Azazel, confuso.
— Ele é nosso rei — explicou Lindasse — mas prefere ser chamado assim devido a um antigo título dado por seus inimigos.
Após um banho e a troca de roupas — um sobretudo negro com detalhes prateados, um terno escuro e o brasão Malkaviano preso ao peito — Azazel encontrou Lya no corredor do segundo andar.
— Obrigado novamente pela ajuda, Lya. O que acha? Estou melhor agora.
— Muito melhor — respondeu ela, sorrindo. — Achei mesmo que estivesse morto. E seus olhos… são lindos, apesar das diferenças. Ah, o senhor Thimos solicitou que você vá à biblioteca aprender sobre o reino e seus deveres. Fica no terceiro andar, depois do jardim. E cuidado com as plantas da lady Lindasse.
— Pode deixar. Não vou fazê-lo esperar.
Azazel percorreu o corredor apressado, subiu as escadas e se deparou com um jardim que parecia de outro mundo. Flores raras, plantas medicinais e uma trilha de pedras negras e vermelhas o guiavam até um enorme portão onde se lia: biblioteca.
Respirou fundo antes de entrar. É aqui que minha vida recomeça. E então, abriu o portão, procurando por Thimos naquele vasto salão de livros.”
Art Style: Watercolor Anime
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