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  1. #1Capítulo 1 — O Talismã do Limite Era noite na cidade de Velsa, uma das maiores cidades da República dos Selos. Nos telhados, um jovem corria carregando uma bolsa cheia de dinheiro. Seu nome era Morio. — Hehe... fácil demais. Atrás dele, guardas gritavam. — Parem ele! Morio sorriu e pegou um pequeno talismã preso em sua jaqueta. Nele havia apenas uma palavra escrita: "LIMITE" Ele pregou o talismã em uma parede à sua frente. — Limite de resistência. A parede ficou extremamente frágil. Morio atravessou a parede com um chute e continuou fugindo. O Talismã do Limite era um artefato raro pertencente a uma antiga família de guardiões da República. Diziam que ele podia impor limites em quase qualquer coisa. Velocidade. Força. Resistência. Distância. Tudo dependia da criatividade do usuário. Depois de despistar os guardas, Morio entrou em um beco escuro. — Finalmente paz... Mas algo estava errado. Havia pessoas esperando por ele. Cinco homens e uma mulher estavam parados bloqueando a saída. Todos usavam casacos negros marcados com um símbolo estranho: uma folha de papel rasgada ao meio. Morio imediatamente ficou alerta. — Quem são vocês? A mulher deu um passo à frente. — Somos a Gangue Gravura. — Nunca ouvi falar. — Ainda vai ouvir muito. Morio percebeu que todos estavam armados com talismãs. Um deles tinha um talismã de fogo. Outro de correntes. Outro de fumaça. A líder observou o Talismã do Limite preso na roupa de Morio. — Então é verdade. Você possui o Talismã do Limite. — E daí? — Nós queremos você. Morio riu. — Não estou interessado. A líder balançou a cabeça. — Você não entende. Nós lutamos contra a República dos Selos. — Então vocês são terroristas? — Não. Somos revolucionários. Ela apontou para os prédios da cidade. — Os nobres controlam os melhores talismãs. O governo decide quem pode usá-los. Os Escribas trabalham para os ricos. Enquanto isso, o povo vive sem poder. Morio ficou em silêncio. A líder continuou. — A Gangue Gravura quer que os talismãs pertençam a todos. — E por que eu ajudaria vocês? — Porque o governo já está procurando você. Nesse momento vários holofotes iluminaram o céu. Sirenes começaram a tocar. A líder sorriu. — Você é um criminoso para eles. Mais cedo ou mais tarde vão capturar você. Morio apertou os punhos. Ela então estendeu a mão. — Venha conosco. Antes que Morio pudesse responder, uma explosão destruiu a parede do beco. BOOOOM! Guardas dos Selos invadiram o local. — Ninguém se mova! No meio da fumaça surgiu um homem usando uma armadura branca. Em seu peito havia o símbolo oficial da República. — Em nome da República dos Selos, todos vocês estão presos. A líder da Gangue Gravura sorriu. — Parece que a escolha terá que ser feita agora, Morio. Os guardas apontaram suas armas. Os membros da gangue ativaram seus talismãs. E Morio ficou exatamente no meio dos dois lados. Continua...
  2. #2Capítulo 2 — O Rastreador — Droga! Morio percebeu que estava cercado entre a Gangue Gravura e os Guardas dos Selos. Sem pensar duas vezes, ele retirou vários pequenos talismãs de sua bolsa e os lançou nas armas dos guardas. Os soldados olharam confusos. — O que ele fez? — Espera... esses são talismãs?! Morio sorriu. — Limite de disparo. Um dos guardas apertou o gatilho. BOOOOM! A arma explodiu na mão dele. Logo em seguida os outros soldados tentaram atirar. BOOOOM! BOOOOM! BOOOOM! As armas começaram a explodir uma após a outra. O homem de armadura branca acabou sendo atingido pelas explosões e foi lançado para trás. — Maldito! Aproveitando a oportunidade, Morio correu. A Gangue Gravura também aproveitou para fugir. — Masaro! — Já entendi! O rapaz lançou seu talismã. — Fumaça Negra! Uma enorme cortina de fumaça cobriu todo o local. Quando a fumaça desapareceu, eles já tinham sumido. O homem de armadura se levantou entre os destroços. — Malditos... Ele pegou um talismã com o desenho de um olho. — Talismã do Rastreamento. O papel brilhou. Uma linha luminosa surgiu apontando para a direção da gangue. — Encontrei vocês. --- Horas depois. Em um velho depósito abandonado. Morio estava sentado em uma caixa de madeira. — Eu não vou participar da gangue de vocês. Todos olharam para ele. — Eu me dei muito bem sozinho até hoje. A mulher sorriu. — Então vou me apresentar direito. Ela apontou para si mesma. — Meu nome é Maisa. Depois apontou para o rapaz de cabelo escuro. — Esse é Masaro. Ele usa o Talismã da Fumaça Negra. Por fim apontou para o outro. — E esse é Juko. Usuário do Talismã do Fogo. Maisa cruzou os braços. — Somos só três por enquanto. — E daí? — Mas vamos criar uma grande organização. Morio apenas revirou os olhos. Foi então que... BOOOOOOM! Uma explosão destruiu a parede do depósito. Pedras voaram para todos os lados. No meio da poeira surgiu o homem da armadura branca. Ele avançou numa velocidade absurda. CRASH! Sua mão agarrou a cabeça de Maisa. — Você é uma merda mesmo. Maisa tentou se soltar. — Solta! — Eu já devia saber que você estava liderando tudo isso. O homem apertou mais forte. — Maisa Brai. Mesmo vindo de uma família rica, isso não vai te proteger. Ele levantou a garota. — Vou te matar e receber minha recompensa. — JUKO! Juko imediatamente lançou um talismã. — Conjurar: Fogo! Uma enorme onda de chamas atingiu o homem. Mas ele apenas riu. — Hahaha! As chamas desapareceram. — O quê?! O homem bateu na própria armadura. — Esta armadura branca foi feita de um material especial. Ela anula fogo e temperaturas extremas. Juko cerrou os dentes. — Solta ela! — Não. — Masaro! Ajuda! Masaro estava caído com um braço quebrado. Ele retirou outro talismã. — Ativar: Cura. O papel brilhou e grudou em seu braço. Os ossos começaram a se reconstruir. O homem da armadura arregalou os olhos. — O quê?! — ... — Você é um Politalismante?! Masaro sorriu. — Acertou. Então lançou outro talismã. — Fumaça Negra! Uma tempestade de fumaça cobriu todo o depósito. Dentro da névoa, Masaro desapareceu. BAM! Um soco. CRASH! Outro golpe. O homem continuava segurando Maisa, mas recebia ataques de todos os lados. — Covarde! Masaro surgiu atrás dele. — Aqui! BANG! Um golpe certeiro atingiu sua mão. O homem finalmente soltou Maisa. Masaro a puxou imediatamente. — Juko! Agora! Juko sorriu. — Já estava esperando. Ele lançou outro talismã. As chamas entraram em contato com a fumaça. BOOOOOOOOOOM! Uma explosão gigantesca atravessou a armadura. Partes do metal branco foram destruídas. — Conseguimos?! Mas quando a fumaça começou a se dissipar... O homem ainda estava de pé. Ferido. Mas sorrindo. — Patético. Ele lançou seu Talismã do Rastreamento. O papel brilhou. O usuário observou Juko. — Achei. — O quê? — Seu ponto fraco. Num instante ele desapareceu. WHOOSH! Surgiu atrás de Juko. CRACK! Um golpe brutal atingiu sua perna. — A
  3. #3Capítulo 3 — O Novo Membro O homem da armadura branca avançou sem hesitar. Seu olhar estava fixo em Masaro. — Vocês já perderam. Masaro rapidamente lançou um talismã. — Fumaça Negra! Uma enorme cortina de fumaça cobriu o depósito mais uma vez. Mas o homem apenas sorriu. — Acha que isso funciona duas vezes? Ele mostrou um pequeno talismã preso na roupa de Masaro. Era um Talismã de Rastreamento. — Eu marquei você antes. O talismã brilhou. Mesmo sem enxergar nada, o homem sabia exatamente onde Masaro estava. WHOOSH! Ele atravessou a fumaça. CRASH! Um chute brutal atingiu a cabeça de Masaro. — AAAAAH! Masaro foi lançado contra uma parede. Seu corpo caiu no chão sem reação. Inconsciente. — MASARO! Juko arregalou os olhos. A raiva tomou conta dele. Ele começou a lançar vários talismãs. — Conjurar: Fogo! — Conjurar: Fogo! — Conjurar: Fogo! Dezenas de explosões e chamas atingiram o homem. Mas nada acontecia. A armadura branca continuava anulando todo o calor. O homem caminhava através das chamas como se estivesse passeando. — Patético. Juko recuou. Pela primeira vez ele percebeu que não podia vencer. Enquanto isso, Morio observava em silêncio. Então um sorriso apareceu em seu rosto. — Entendi. Discretamente ele lançou um pequeno talismã. O papel grudou nas costas do homem sem que ele percebesse. O usuário da armadura continuou avançando. — Agora é sua vez. Ele ergueu o punho para atacar Juko. Nesse momento... — Ativar. Morio estalou os dedos. — Limite. O talismã brilhou. O homem parou imediatamente. — O quê? Seu braço ficou pesado. Suas pernas começaram a tremer. — O que está acontecendo?! Morio sorriu. — Coloquei um limite na sua força. A armadura, que antes parecia leve, agora pesava toneladas. O homem tentou arrancar o talismã. Mas seus músculos estavam fracos demais. — Não... — Não consigo... Juko percebeu a oportunidade. — Morio! — Acaba com isso. Juko puxou um último talismã. — Conjurar: Fogo! As chamas explodiram diretamente sobre o homem. Sem força para se mover. Sem conseguir remover o talismã. Sem a capacidade de sustentar a armadura. Ele foi completamente engolido pelo fogo. — AAAAAAAAAH! As chamas iluminaram todo o depósito. Quando desapareceram... Restavam apenas cinzas e pedaços derretidos da armadura. O silêncio tomou conta do local. Juko caiu de joelhos, respirando pesadamente. Então lembrou de Masaro. — Masaro! Ele correu até o amigo. Após verificar sua respiração, soltou um suspiro de alívio. — Ufa... — Ele só está inconsciente. Juko sorriu. — Ainda bem. Então se virou para Morio. — Obrigado por nos ajudar. Morio ficou alguns segundos em silêncio. Depois caminhou até eles. — Morio. — Hã? — Meu nome é Morio. Maisa, que havia se recuperado, observou o garoto. — Então? Morio colocou as mãos nos bolsos. — Eu vou participar da Gangue Gravura. Os olhos de Maisa se arregalaram. — Sério? — Sim. Juko começou a rir. — Hahaha! Bem-vindo à equipe! Maisa sorriu. Pela primeira vez desde a criação da gangue, eles tinham um quarto membro. E sem perceberem... Naquele momento nascia o grupo que um dia abalaria toda a República dos Selos. Fim do Capítulo 3.
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