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Prompt: “Moscou nunca dormia de verdade. Mesmo às duas da manhã, a neve caía fina sobre as ruas de Kitay-Gorod, e a pequena cafeteria Lotus Brew ainda tinha as luzes acesas. Dentro, Kim Min-joon limpava o balcão com movimentos lentos, os ombros caídos de cansaço. Um metro e setenta e cinco, corpo esguio, pele clara que parecia porcelana sob a luz quente das lâmpadas. O cabelo preto caía sobre os olhos escuros, escondendo o medo que nunca ia embora.
Ele devia 47 mil dólares.
Os agiotas não aceitavam mais parcelas.
O pai morrera havia seis meses, mas a dívida de hospital ainda vivia.
A campainha tocou. Três homens entraram, casacos de couro molhados de neve. O líder, um careca com tatuagem de faca no pescoço, sorriu.
— Hoje é o dia, coreano. Ou o dinheiro… ou a gente quebra você e vende o que sobrar.
Min-joon recuou até bater na máquina de café. O coração martelava. Ele não tinha arma. Não tinha ninguém.
A porta se abriu mais uma vez.
A temperatura pareceu cair dez graus.
Alexei Volkov entrou como se o lugar fosse dele — e, de certa forma, era. Um metro e noventa e oito de puro perigo. Ombros largos que preenchiam o casaco de lã preto, peito largo marcado por tatuagens que subiam até o pescoço. Olhos azuis glaciais. Cabelo loiro-escuro cortado curto. Cicatriz fina que cortava a sobrancelha esquerda. Aos 34 anos, ele era o pakhan da maior família da Bratva de Moscou. E, há quatro meses, visitava o Lotus Brew todos os dias só para olhar para Min-joon.
— Ele é meu — disse Alexei, voz baixa, quase entediada.
O careca riu.
— E quem é você, grandão?
Alexei não respondeu com palavras. Sacou a pistola com silenciador e atirou uma vez. O careca caiu com um buraco entre os olhos. Os outros dois tentaram correr. Alexei pegou o mais próximo pelo cabelo, bateu o rosto dele contra o balcão duas vezes. Ossos quebraram. O terceiro correu para a porta. Alexei o alcançou em três passos, torceu o pescoço com um estalo seco.
Silêncio.
Min-joon tremia, encostado na parede, olhos arregalados.
Alexei guardou a arma, limpou uma gota de sangue da bochecha com o polegar e olhou para o garoto como quem olha para algo sagrado e quebrado.
— Você não vai mais trabalhar aqui — falou em russo perfeito, mas com um sotaque que fazia as palavras parecerem ordens divinas. — E não vai mais ter medo.
Ele estendeu a mão. Grande. Calejada. Com veias salientes.
Min-joon hesitou.
Alexei não esperou. Pegou-o pela cintura, levantou-o do chão como se não pesasse nada e o carregou para fora, para o carro preto blindado que esperava na rua.
Capítulo 2: A jaula de ouro
A mansão ficava nos arredores de Moscou, cercada por pinheiros e câmeras. Dentro, luxo frio: mármore preto, lustres de cristal, quadros de sangue e guerra. Alexei levou Min-joon direto para o quarto principal — o dele.
— Banho. Depois comida. Depois conversa — ordenou, tirando o casaco. A camisa preta esticada revelava o peito tatuado: uma cruz ortodoxa, lobos, nomes de mortos.
Min-joon estava em choque. Sentou-se na beira da cama king-size, pernas moles.
— Por quê… por que você fez isso?
Alexei se ajoelhou na frente dele — algo que nenhum homem vivo jamais o vira fazer. Segurou o rosto de Min-joon com as duas mãos enormes, polegares acariciando as bochechas.
— Porque eu te amo desde o primeiro dia que você me serviu um café e sorriu como se o mundo não fosse um esgoto. Porque eu matei doze homens só para poder te ver sorrir mais uma vez sem medo. Porque você é meu, Min-joon. Meu. E ninguém toca no que é meu.
Os olhos de Min-joon marejaram.
— Eu não sou… eu não posso ser de ninguém. Eu sou só um barista endividado.
Alexei riu baixo, som sombrio e quente.
— Agora você é meu barista particular. E eu sou seu dono.
Ele se inclinou e o beijou.
Não foi gentil. Foi fome. Língua invadindo, dentes mordendo o lábio inferior, mãos descendo pelas costas até apertar a bunda pequena e firme por cima da calça jeans. Min-joon gemeu contra a boca dele, corpo traidor respondendo. Ele odiava o medo. Odiava a dívida. Mas aquele homem — aquele monstro — o fazia se sentir seguro pela primeira vez em anos.
Alexei o empurrou de costas na cama, cobrindo-o com o próprio corpo. A diferença de tamanho era obscena: 1,98m contra 1,75m. Alexei parecia poder quebrá-lo ao meio e ainda assim o tocava como se fosse feito de vidro.
— Eu vou pagar sua dívida amanhã — murmurou contra o pescoço dele, mordendo. — E depois vou matar todo mundo que te ameaçou. Mas antes… eu vou te foder até você esquecer seu próprio nome.
Min-joon arqueou o corpo, dedos cravando nos ombros largos de Alexei.
— Alexei…
— Diga que você é meu.
— Eu… eu sou seu.
Capítulo 3: A possessão
Três semanas depois, Min-joon já não trabalhava mais no Lotus Brew. A cafeteria agora era propriedade da Bratva — reformada, segura, com seguranças armados. Ele preparava café só para Alexei. E para si mesmo.
Eles dormiam juntos todas as noites. Alexei o acordava com a boca entre as pernas, chupando devagar até Min-joon implorar. Depois o virava de bruços, segurava os pulsos finos acima da cabeça e entrava fundo, devagar, possessivo, murmurando em russo e coreano misturado:
— Moy malen’kiy… meu garotinho… meu tudo.
Min-joon chorava de prazer, mordia o travesseiro, gozava gritando o nome dele.
Mas o mundo da Bratva não era gentil.
Uma noite, uma facção rival invadiu a mansão. Balas. Gritos. Alexei matou quatro homens na sala de estar enquanto Min-joon se escondia no closet, pistola carregada nas mãos trêmulas — Alexei havia ensinado a atirar.
Quando o silêncio voltou, Alexei o encontrou encolhido, sangue alheio nas mãos. Puxou-o para o peito, beijou sua testa, lambeu o sangue do polegar dele.
— Ninguém nunca vai te levar de mim — jurou, voz rouca. — Nem vivo, nem morto.
Min-joon olhou para cima, olhos escuros brilhando de algo que não era mais só medo.
— Então me faz seu de novo. Agora.
Alexei sorriu — um sorriso perigoso, predatório, cheio de amor doentio e verdadeiro.
— Com prazer, kotik.
Ele o carregou para a cama ainda quente de sangue e desejo, tirou a roupa dele devagar, beijando cada centímetro de pele. Quando entrou nele daquela vez, foi lento, fundo, olhando nos olhos. Cada estocada era uma promessa.
— Eu te amo — sussurrou Alexei, suor escorrendo pela testa. — De um jeito que vai te destruir e te reconstruir. E você vai me amar de volta, não é?
Min-joon cravou as unhas nas costas dele, pernas em volta da cintura larga.
— Eu já amo.
A neve caía lá fora.
Dentro, o mafioso russo de 1,98m e o garoto coreano de 1,75m se amavam como o mundo ia acabar: violento, sujo, obsessivo e eterno.
Eles eram a dívida.
Eram a bala.
Eram o café quente em uma xícara quebrada.
Eram um do outro.”
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