Creation Details
Prompt: 🌒 SOBREVIVENTES — Capítulo 1: Estrada de Cinzas O vento quente arrastava poeira pela estrada quebrada. Lia caminhava sozinha. Ela já não contava os dias desde que tudo acabou. Contar só fazia doer mais. Pessoas iam embora rápido demais — às vezes pelos mortos… às vezes pelos vivos. Por isso, ela escolheu ficar sozinha. Até encontrar Rafael. Ele estava encostado em um carro velho, como se o mundo não tivesse acabado. Girava uma faca entre os dedos, com aquele olhar irritante de quem não liga pra nada. — Perdida? — ele perguntou. Lia nem respondeu. Continuou andando. — Você vai morrer se continuar assim — ele falou, como se estivesse comentando o clima. Ela parou. — E você acha que vai sobreviver sozinho? Ele deu um meio sorriso. — Eu não tô sozinho agora, tô? Ela odiou aquilo. Mas não teve tempo de responder. Um som — arrastado, podre — ecoou atrás deles. Mortos. Muitos. Rafael não hesitou. Em segundos, já estava em movimento. Derrubou um, depois outro. Rápido, brutal… eficiente. Lia lutou também, mas percebeu algo estranho: ele sempre estava perto. Sempre impedindo que algum chegasse nela. Quando tudo acabou, o silêncio voltou. Ela respirava pesado. Ele parecia… normal. — Você luta bem — ele disse. — Eu sobrevivo. Ele assentiu. — Então anda comigo. — Não. — Tá — ele deu de ombros — mas você não vai durar muito sozinha. Ela virou as costas. Mas, minutos depois… ele ainda estava atrás dela. 🌘 Capítulo 2: Companhia Indesejada — Você tá me seguindo? — Lia perguntou, irritada. — Eu prefiro “acompanhando”. — Eu não pedi. — Ainda. Ela bufou e continuou andando mais rápido. Mas no fundo… sabia. Ele estava certo. Sozinha, cada erro podia ser o último. Naquela noite, encontraram abrigo em uma casa abandonada. Silenciosa… até demais. Rafael entrou primeiro. — Espera aqui — disse. — Eu não obedeço você. Ele sorriu de lado. — Então entra e morre primeiro. Ela entrou. A casa estava limpa demais. Sem sinais de luta. Sem mortos. Errado. Muito errado. De repente — um barulho no andar de cima. Os dois congelaram. Rafael levantou a faca. — Fica atrás de mim. — Nem pensar. — Pela primeira vez na vida, faz o que eu tô mandando. Ela não discutiu. Eles subiram. Passo por passo. O som vinha de um quarto. Rafael abriu a porta de uma vez. Nada. Só um armário… mexendo. Ele se aproximou devagar. Abriu. Um garoto saiu gritando, desesperado. Vivo. Lia abaixou a arma imediatamente. — Calma! — ela disse — a gente não vai te machucar. O garoto tremia. Rafael olhou, desconfiado. — Ele tá sozinho? — Eu… eu acho — disse o menino. Lia encarou Rafael. — A gente não pode deixar ele. Rafael suspirou. — Isso vai dar problema. — Eu sei. Ele olhou pra ela… e cedeu. — Tá. Mas se der ruim, é culpa sua. Ela quase sorriu. 🌑 Capítulo 3: Laços Frágeis O garoto se chamava Diego. Não falava muito. Só o necessário. Lia cuidava dele. Rafael… observava. — Você confia fácil demais — ele disse, sentado perto do fogo. — E você confia em ninguém. — Por um bom motivo. Ela ficou em silêncio. — Qual motivo? — perguntou. Ele não respondeu. Pela primeira vez… o “bad boy” não tinha uma resposta rápida. Naquela noite, Lia acordou com um barulho. Rafael não estava lá. Ela saiu. Encontrou ele do lado de fora, olhando o céu. — Você nunca dorme? — ela perguntou. — Dormir faz você baixar a guarda. Ela sentou ao lado dele. Silêncio. Depois de um tempo: — Você sempre foi assim? Ele respirou fundo. — Não. — Então o que aconteceu? Ele demorou. — Eu perdi alguém. Lia sentiu algo apertar no peito. — Eu também. Eles se olharam. E, pela primeira vez… não havia provocação. Só entendimento. 🌑 SOBREVIVENTES — Capítulo 4: Entre o Medo e o Sentir O amanhecer chegou silencioso. Lia estava sentada na varanda da casa, observando o vazio. Rafael apareceu logo depois, jogando uma garrafa de água pra ela. — Você devia dormir mais — ele disse. — Você também. — Eu não preciso. — Todo mundo precisa. Ele não respondeu. Mas ficou. Ao lado dela. Sem provocação. Sem piada. Só… ali. Depois de um tempo, Diego ainda dormindo lá dentro, Lia falou baixo: — Você sempre age como se nada importasse. Rafael deu um sorriso fraco. — É mais fácil assim. — Não é verdade. Ele olhou pra ela. — E você? Finge que não sente nada. Aquilo acertou. Ela desviou o olhar. — Sentir dói. — Não sentir também. Silêncio. O tipo de silêncio que diz mais do que palavras. Sem perceber, as mãos deles ficaram próximas… quase se tocando. Mas nenhum dos dois teve coragem de cruzar a linha. Ainda. 🌒 Capítulo 5: O Grupo Eles estavam andando por uma estrada estreita quando aconteceu. Rápido demais. Homens surgiram dos lados. Armas apontadas. — Nem se mexe! — um deles gritou. Rafael reagiu na hora — mas parou quando sentiu a arma encostar na cabeça de Lia. — Tenta alguma coisa… e ela morre. O mundo parou. Rafael ficou imóvel. Os olhos dele mudaram completamente. Frio. Perigoso. Mas controlado. — Solta ela — ele disse, baixo. — Agora ela é o motivo de você se comportar. Amarraram os três. Levaram pra um acampamento improvisado. O líder era um homem alto, com um sorriso que não era de verdade. — Olha só… temos visitantes. Ele andou em volta deles. Parou na frente de Lia. — Essa aqui é interessante. Rafael tentou avançar. Levou um golpe. Caiu de joelhos. — Encosta nela de novo e eu te mato — ele rosnou. O homem riu. — Você não tá em posição de ameaçar ninguém. Ele segurou o rosto de Lia com força. Ela tentou se soltar. — Solta! Rafael se debateu, desesperado. — NÃO TOCA NELA! Aquilo não era mais provocação. Nem atitude. Era… medo. Real. O líder percebeu. — Ah… então é assim. Ele sorriu. — Ela é importante pra você. Silêncio pesado. Rafael não negou. 🌘 Capítulo 6: Até o Limite Amarrados dentro de uma cabana, Lia tentava manter a calma. Rafael estava ferido. Sangue no rosto. Mesmo assim, só olhava pra ela. — Você tá bem? — ele perguntou. Ela assentiu. — E você? — Já estive pior. Mentira. Ela se aproximou o máximo que as cordas permitiam. — Eles vão nos matar? Ele respirou fundo. — Não enquanto eu estiver aqui. — Você não pode prometer isso. — Posso tentar. Ela engoliu seco. — Eu tenho medo. Ele ficou em silêncio por um segundo. Depois falou baixo: — Eu também. Aquilo quebrou algo nela. — Então por que você age como se não tivesse? — Porque se eu mostrar… eu perco. Ela balançou a cabeça. — Você não perde por sentir. Ele olhou fundo nos olhos dela. — Eu perdi tudo por sentir. Silêncio. Ela se inclinou mais perto. — Então… talvez valha a pena perder de novo. O coração dele travou. Por um segundo… o mundo lá fora sumiu. Só existia ela. Mesmo ali. Mesmo naquele caos. 🌑 Capítulo 7: Escolha A porta abriu com força. — Levanta — gritou um dos homens. Levaram Lia pra fora. Rafael tentou se soltar. — NÃO! Levaram ela até o líder. Ele estava sorrindo. — Vamos fazer um teste. Rafael foi trazido também, forçado a ajoelhar. O líder colocou uma faca no pescoço de Lia. — Quero ver até onde você vai por ela. O ar ficou pesado. — Solta ela — Rafael disse, com a voz falhando pela primeira vez. — Ou? Silêncio. Rafael respirou fundo. Olhou pra Lia. Ela estava com medo. Mas… firme. — Eu fico — ele disse. — O quê? — o líder riu. — Deixa ela ir. Eu fico no lugar dela. Lia arregalou os olhos. — NÃO! — Cala a boca — ele disse, sem tirar os olhos do homem — leva ela embora… e eu faço o que você quiser. O líder pensou. Sorriu. — Isso… é interessante. Lia começou a chorar, sem conseguir segurar. — Rafael, não faz isso! Ele finalmente olhou pra ela. E, pela primeira vez… sem máscara nenhuma. — Eu não vou deixar nada acontecer com você. Silêncio. O tipo de silêncio que muda tudo. Fechado — mistura completa: romance intenso + fuga + ação… e pode ficar tranquila, só gente ruim vai pagar o preço. 🌑 SOBREVIVENTES — Capítulo 8: O Preço O silêncio depois da proposta de Rafael foi sufocante. Lia ainda estava sendo segurada, a faca no pescoço. — Eu fico — Rafael repetiu. — Não! — Lia gritou — eu não vou embora sem você! O líder riu, claramente se divertindo. — Que bonito… mas aqui não é história feliz. Ele pensou por um instante… então fez um sinal. Dois homens puxaram Lia para trás. Rafael tentou ir atrás. Levou outro golpe. Caiu no chão, mas continuou olhando pra ela. — Confia em mim — ele disse, com dificuldade. Ela balançava a cabeça, desesperada. — Eu não vou te deixar! Mas naquele momento… Diego apareceu. Escondido. Ninguém tinha percebido. Ele estava atrás de uma das barracas… segurando uma faca pequena, tremendo. Lia viu. E entendeu. Ela parou de lutar. Olhou para Rafael. — Tá… eu confio em você. Ele estranhou. Mas então viu também. Diego. 🌒 Capítulo 9: A Virada Tudo aconteceu em segundos. Diego atacou por trás — cortou a corda que prendia Rafael. Rafael reagiu na hora. Derrubou o primeiro homem. Tomou a arma. Tiro. Outro caiu. Caos. Lia se soltou no meio da confusão. Pegou uma arma caída. O líder tentou fugir — puxando ela de novo. Erro. Rafael apareceu. Mais rápido do que nunca. Segurou o braço do homem e o jogou no chão com força. — Eu avisei pra não tocar nela. Sem hesitar. Fim. Os outros fugiram. O acampamento ficou em silêncio. Só respiração pesada. E o som do coração batendo forte demais. 🌘 Capítulo 10: Depois do Caos Eles correram. Sem parar. Sem olhar pra trás. Só quando tinham certeza de que estavam longe, pararam. Diego caiu sentado, exausto. — Eu… eu consegui? Lia se ajoelhou na frente dele, segurando o rosto dele. — Você salvou a gente. Rafael ficou olhando. Orgulhoso. Mas, quando os olhos dele encontraram os de Lia… tudo o resto desapareceu. Ela se levantou devagar. Se aproximou. — Você é idiota — ela disse, com a voz tremendo. — Eu sei. — Você ia se entregar por mim. — Ia. Silêncio. Ela respirou fundo. — Não faz isso de novo. — Não prometo. Ela deu um leve empurrão nele. — Idiota. Ele segurou o pulso dela. Sem força. Só… não queria que ela se afastasse. Os dois ficaram muito perto agora. Perto demais. — Eu achei que ia te perder — ele disse, baixo. Aquilo quebrou qualquer defesa que ela ainda tinha. — Você não vai. — Você não pode saber disso. — Então eu escolho acreditar. Silêncio. O mundo parecia ter parado. E dessa vez… ninguém recuou. Lia puxou ele pela camisa. E beijou. Não foi perfeito. Foi intenso. Urgente. Como se fosse a única coisa real naquele mundo. Rafael demorou meio segundo… e então correspondeu. Como se tivesse segurado aquilo por tempo demais. Quando se afastaram, ainda estavam próximos. Testa com testa. Respiração misturada. — Demorou — ele murmurou. Ela quase riu. — Cala a boca. 🌑 Capítulo 11: Novo Começo Naquela noite, o clima era diferente. Ainda perigoso. Ainda incerto. Mas… menos vazio. Diego dormia. Seguro. Pela primeira vez. Lia estava sentada perto do fogo. Rafael chegou e sentou ao lado dela. Sem falar nada. Depois de um tempo: — E agora? — ela perguntou. — Agora a gente continua. — Juntos? Ele olhou pra ela. Sem desviar. — Juntos. Ela encostou a cabeça no ombro dele. E dessa vez… não havia medo. Só algo novo. Algo que cresceu no meio do caos. Algo forte o suficiente pra sobreviver. Perfeito — agora a gente entra naquele romance com tensão gostosa 😏 (ciúmes, proteção, aproximação… mas sem perder o perigo). 🌒 SOBREVIVENTES — Capítulo 12: Olhares O grupo aumentou. Depois de dias na estrada, eles encontraram outras pessoas — poucas, cautelosas, mas aparentemente… boas. Entre elas, um garoto chamado Lucas. Ele era diferente de Rafael. Mais tranquilo. Educado. Sempre disposto a ajudar. E, principalmente… falava muito com Lia. — Você devia descansar mais — Lucas disse, entregando comida pra ela. — Eu descanso quando dá. — Você fala igual alguém que nunca descansa. Ela sorriu de leve. Rafael viu. De longe. Braços cruzados. Olhar fechado. Diego percebeu primeiro. — Você tá bravo? — Não. — Tá sim. — Não tô. Diego deu um sorrisinho. — Tá com ciúmes. Rafael lançou um olhar mortal. — Some daqui. 🌘 Capítulo 13: Incômodo Mais tarde, o grupo estava reunido. Lucas sentou ao lado de Lia. Perto demais. Rafael não tirava os olhos. — Então… você sempre foi assim? — Lucas perguntou. — Assim como? — Forte. Ela deu um meio sorriso. — Eu tive que ser. — Imagino. Ele hesitou um pouco. — Mas… você não precisa ser o tempo todo. Rafael levantou na mesma hora. — Ela não precisa de ninguém dizendo isso. Silêncio. Todo mundo olhou. Lia franziu a testa. — Rafael… — O quê? — ele rebateu — ele acha que sabe de você agora? Lucas levantou as mãos, calmo. — Ei, eu só tava conversando. — Então conversa de longe. O clima ficou pesado. Lia puxou Rafael pelo braço. — Vem comigo. 🌑 Capítulo 14: Confronto Eles se afastaram do grupo. — Qual é o seu problema? — Lia perguntou. — Nenhum. — Para. Você praticamente atacou ele. — Eu não gosto dele. — Você nem conhece ele! — Eu conheço o tipo. Ela cruzou os braços. — E qual é o tipo? — O cara que chega tranquilo, bonzinho… e acha que pode se aproximar de você. Ela ficou em silêncio por um segundo. Então entendeu. — Você tá com ciúmes. Ele não respondeu. Isso já era resposta suficiente. — Rafael… — Ele fica olhando pra você. — E daí? — E daí que eu não gosto. — Você não manda em mim. — Eu sei! Silêncio. Ele passou a mão no cabelo, irritado. — Eu só… — ele parou. Respirou fundo. Olhou pra ela. De verdade. — Eu não quero te perder. Aquilo mudou tudo. A raiva dela sumiu na hora. — Você não vai. — Você não sabe disso. — Eu sei o que eu sinto. Ele travou. — E o que você sente? Ela deu um passo mais perto. — Que não importa quem apareça… é você. Silêncio. O tipo de silêncio que aquece. 🌒 Capítulo 15: Só Você Rafael se aproximou devagar. Ainda com aquele olhar intenso. — Então por que você sorri pra ele? Ela quase riu. — Porque eu sou educada. — Não gosto. — Problema seu. Ele segurou a cintura dela, puxando mais pra perto. — É meu mesmo. Ela levantou o olhar. — Você é impossível. — E você gosta. — Talvez. Ele sorriu de lado. Mas dessa vez… mais leve. Menos defesa. Mais sentimento. — Só não esquece — ele disse, baixo — eu não divido você com ninguém. Ela arqueou a sobrancelha. — Eu não sou objeto. — Eu sei. — Então? Ele aproximou ainda mais. — Então eu só quero que você escolha ficar. Ela não hesitou. — Eu já escolhi. E dessa vez… o beijo veio mais calmo. Mais profundo. Sem pressa. Como se agora eles tivessem certeza. 🌑 Capítulo 16: Entendimento No dia seguinte, o clima estava diferente. Rafael ainda observava. Mas… menos tenso. Lucas se aproximou dele. — Olha… eu não tô interessado nela desse jeito. Rafael ficou em silêncio. — Eu só achei ela forte. Só isso. Pausa. — E você tem sorte. Rafael olhou pra Lia, do outro lado, rindo com Diego. Algo raro. Algo que ele não via há muito tempo. — Eu sei. Lucas assentiu. E se afastou. Sem conflito. Sem disputa. Só… entendimento. Por favor crie um angá de 60 páginas ou menos baseado nessa história que eu acabei de lhe enviar. O casal principal eco é composto por uma garota de 16 anos de cabelos ruivos presos em uma trança e olhos castanhos e composto por um garoto de 16 anos que tem cabelos pretos e olhos azuis
Art Style: Classic Action
Color Mode: Full Color
Panels: 3
Created: