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Prompt: “O Eco do Passado
Dilan nunca foi bom em manter distância, especialmente quando se tratava de Alana. Eles cresceram dividindo o mesmo muro de tijolos aparentes nos subúrbios de Porto Alegre, onde os joelhos ralados e os segredos sussurrados em casas na árvore eram a única moeda que importava. Para o mundo, Dilan era o garoto de olhar sombrio e tatuagens que escondiam cicatrizes mais profundas que a tinta; para Alana, ele era apenas o menino que segurava sua mão quando o trovão rugia. A amizade deles era o único ponto de cor em uma vizinhança cinzenta, um pacto silencioso de que ninguém ficaria para trás.
No entanto, o tempo tem uma maneira cruel de distorcer promessas de infância. Enquanto Alana buscou a luz, tornando-se a personificação da elegância e da prudência, Dilan mergulhou nos negócios escusos da família, moldando-se pela rigidez do asfalto. O reencontro, anos depois, não teve o brilho da nostalgia, mas o peso do drama acumulado. Ao vê-la naquela noite, cercada por luzes vermelhas que pareciam tecer uma teia de perigo ao seu redor, Dilan sentiu o peito arder. Ele a envolveu por trás, suas mãos — marcadas pelo tempo e pelo trabalho bruto — contrastando com a pele alva dela.
"Você não deveria estar aqui, Laninha," ele sussurrou contra seu ouvido, a voz rouca carregada de uma possessividade que ele tentava, sem sucesso, mascarar como proteção. Alana não recuou; a presença dele era um ímã perigoso, uma mistura de conforto antigo e um desejo novo e proibido que a assustava. Ela sentia o frio das joias dele contra seus dedos e o calor do corpo que um dia foi seu porto seguro. Entre eles, as linhas do que era amizade e do que se tornara uma obsessão fatal estavam borradas. Eles estavam perto demais para fingir que nada mudou, e orgulhosos demais para admitir que nunca deixaram de pertencer um ao outro.”
Art Style: Mini Cute
Color Mode: Full Color
Panels: 1
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