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Prompt: O som veio primeiro. Não era um grito. Não era um tiro. Era o som da terra sendo esmagada. Passos. Pesados. Lentos. Decididos. A lama engolia botas, homens e sonhos sem fazer distinção. A névoa cinzenta rastejava pelas trincheiras como um animal faminto, escondendo o que restava de dignidade naquele campo. Um soldado tremia. Ele segurava o fuzil com tanta força que os dedos estavam pálidos. Seus olhos corriam de um lado para o outro, procurando algo — ou alguém — que explicasse o que estava acontecendo. — E-ele está aqui… — murmurou. Ninguém respondeu. Porque todos já sabiam. Um corpo caiu atrás dele. Sem som. Sem aviso. O soldado virou lentamente. Nada. Apenas lama… e pegadas. Passos que não corriam. Não hesitavam. Apenas… avançavam. No topo da trincheira, uma figura observava. Vidark. Imóvel. O vento puxava levemente seu capote pesado, revelando o broche metálico preso ao peito — simples, mas antigo. Seus olhos claros percorriam o campo como se estivessem lendo algo invisível para os outros. Ele sorriu. Não de alegria. Mas de certeza. — Três minutos — disse em voz baixa. Atrás dele, um homem mais velho, com armadura de couro marcada pelo tempo, franziu o cenho. — Do que você está falando? Vidark não respondeu imediatamente. Seus olhos estavam fixos no horizonte, onde sombras se moviam entre a fumaça. — Em três minutos… — continuou — eles vão avançar. — Como você pode saber disso? Vidark inclinou levemente a cabeça. — Porque eu faria o mesmo. Silêncio. Então— Um apito cortou o ar. Alto. Brutal. Inconfundível. E como se o mundo obedecesse a uma ordem invisível… Eles vieram. Soldados emergiram da névoa, correndo, gritando, disparando. A terra tremeu com o avanço. Ao fundo, um tanque a vapor rugiu como um monstro antigo acordando. O homem de armadura arregalou os olhos. — Isso… isso não é possível… Vidark começou a descer a trincheira. Calmo. Enquanto todos corriam para posições, gritavam ordens, preparavam armas… Ele apenas caminhava. — O erro deles — disse — foi pensar que o caos não tem padrão. Uma explosão distante sacudiu o chão. Terra caiu do teto da trincheira. Um jovem soldado tropeçou ao lado de Vidark. — O que a gente faz?! — gritou, desesperado. Vidark olhou para ele. Aquele sorriso ainda estava lá. — Sobrevive. — COMO?! Vidark apontou levemente para a esquerda. — Não vá por ali. — Por quê?! — Porque você morre. O soldado congelou por um segundo. E então correu para o lado oposto. Dois segundos depois— Uma rajada de tiros atravessou o caminho que ele ia seguir. Silêncio. O soldado caiu de joelhos. Vivo. Respirando pesado. Ele olhou para trás— Mas Vidark já não estava mais lá. No meio do campo… Entre fumaça, lama e morte… Vidark caminhava. Sem arma. Sem pressa. Como se cada passo já tivesse sido decidido muito antes de acontecer. Ao longe, um cavaleiro com armadura medieval avançava contra soldados com fuzis. Dois mundos colidindo. Honra contra eficiência. Aço contra pólvora. Vidark observou. E murmurou: — Nenhum dos dois entende. O cavaleiro caiu. O tanque avançou. E o mundo continuou quebrando. Vidark fechou os olhos por um breve instante. Como se estivesse ouvindo algo além do barulho da guerra. — Já começou. Seus olhos se abriram novamente. Frio absoluto. — Agora… é só assistir eles perderem. Fim do Capítulo 1
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Manga Story #4660 - AI Manga | Mangii | Mangii