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Panel prompts:
  1. #1Um homem com cabelo castanho escuro, curto, olhos cinzentos, algumas pequenas cicatrizes pelo corpo, sério, casaco escuro bordado discreto em prata um manto azul-escuro, sentado em seu escritório lendo alguns documentos (documentos não tem escrita na parte de trás) O vento da noite soprava contra as janelas altas do Castelo Real de Valenhart. Lá fora, as luzes da capital ainda brilhavam. À distância, a cidade parecia próspera. De perto, porém, a realidade era diferente. Bairros pobres cresciam além dos muros antigos. Criminosos dominavam algumas ruas após o anoitecer. Mercadores reclamavam dos impostos. Soldados reclamavam dos salários atrasados. E nobres conspiravam em salões luxuosos enquanto o reino afundava lentamente. No último andar da ala real, o silêncio dominava os corredores. O rei Edric Valenhart estava novamente acamado. Os médicos haviam saído há poucos minutos. As expressões deles não eram otimistas. Enquanto isso, em seu gabinete privado, o príncipe herdeiro Alaric Valenhart analisava uma pilha de relatórios. Relatórios de impostos. Relatórios militares. Relatórios de segurança. Relatórios de dívida. A maioria trazia más notícias. Então alguém bate à porta. Três batidas firmes. Poucos segundos depois, a voz de um guarda é ouvida do outro lado. — Alteza. — O Lorde Chanceler pediu uma audiência imediata. — Ele afirma que é urgente. O Lorde Chanceler era o mais alto funcionário civil do reino. Homem experiente. Cauteloso. E conhecido por não usar a palavra "urgente" sem motivo. O guarda permanece aguardando do lado de fora.
  2. #2-Deixe-o entrar A porta se abre. O guarda faz uma breve reverência e se afasta. Poucos segundos depois, o Lorde Chanceler entra no gabinete. Lorde Cedric Hawthorne, sessenta e três anos. Cabelos grisalhos. Rosto cansado. Olhos atentos. Era um dos poucos homens da administração que ainda possuía a confiança de boa parte da corte. Ao fechar a porta atrás de si, ele não perde tempo com formalidades desnecessárias. — Alteza. Ele faz uma reverência respeitosa. Quando se levanta, sua expressão permanece séria. — Recebemos três notícias esta noite. — Nenhuma delas é boa. Ele coloca alguns documentos sobre a mesa. — A primeira. — Um dos principais credores de Solgard enviou representantes à capital. — Oficialmente vieram negociar. — Extraoficialmente acreditam que a morte de Sua Majestade está próxima e querem garantias de que suas dívidas serão pagas quando o senhor assumir o trono. Ele empurra um dos documentos. — A segunda. — Recebemos relatórios da Fortaleza de Pedra Cinzenta, na fronteira norte. — O comandante local informou que quase quarenta por cento dos soldados registrados simplesmente não existem. — Durante anos oficiais corruptos receberam salários de homens que nunca foram recrutados. O chanceler faz uma pausa. — E a terceira notícia... Essa parece incomodá-lo mais. — O Duque Roland de Westmoor convocou discretamente vários nobres para uma reunião em sua propriedade. Westmoor era uma das casas mais poderosas do reino. Rica. Influente. E conhecida por aproveitar períodos de fraqueza da Coroa. — Não sabemos o motivo da reunião. — Mas ocorreu apenas dois dias depois dos rumores sobre o agravamento da saúde do rei. O chanceler cruza as mãos atrás das costas. — Em resumo, Alteza... — Credores estão ficando impacientes. — Oficiais estão roubando o exército. — E nobres começaram a se movimentar antes mesmo da sucessão ocorrer. O silêncio paira no gabinete. Então Cedric pergunta: — Qual dessas questões deseja tratar primeiro?
  3. #3Alaric fala -Com a autoridade que tenho agora, a única coisa que posso fazer é obrigar os soldados a fazerem um senso de quantos são e redistribuir a verba...as outras questões estão fora de minha alçada atualmente. Cedric permanece em silêncio por alguns segundos. Então faz um leve aceno de cabeça. — Uma avaliação justa. Ele caminha lentamente até uma das janelas do gabinete. — Os credores de Solgard exigem garantias que apenas o rei pode conceder. — E qualquer ação contra o Duque Roland sem provas concretas criaria mais problemas do que resolveria. O velho chanceler observa as luzes da capital ao longe. — Mas a questão militar... essa ainda pode ser tratada dentro de sua autoridade. Ele volta a olhar para Alaric. — Posso redigir ordens para uma inspeção completa das guarnições do reino. — Contagem física dos efetivos. — Verificação de equipamentos. — Revisão dos registros de pagamento. — E comparação entre os números reais e os números apresentados pelos comandantes. Ele faz uma pequena pausa. — Alguns oficiais não ficarão satisfeitos. — Principalmente aqueles que estão enriquecendo através dessas fraudes. Isso não era surpresa. Muitos cargos militares haviam se tornado hereditários ou políticos durante o reinado de Edric. Alguns comandantes passavam mais tempo em mansões do que em quartéis. Cedric pega outro documento da pilha. — Existe mais uma questão relacionada a isso. — Menor, mas talvez relevante. Ele entrega o relatório. — O capitão responsável pela Fortaleza de Pedra Cinzenta foi quem denunciou a fraude. Alaric reconhece o nome imediatamente. Capitão Cedric Ashford. Vinte e quatro anos. Filho de pequenos nobres. Veterano de fronteira. Sem grandes conexões políticas. O relatório continua: "O capitão insiste que a situação é pior do que os registros indicam. Afirma que algumas fortalezas podem não resistir sequer a um ataque de bandidos organizados. Solicita audiência com representantes da Coroa." Cedric observa a reação do príncipe. — Ele causou bastante desconforto entre seus superiores ao enviar esse relatório. — Muitos oficiais gostariam que ele tivesse permanecido em silêncio. O chanceler então acrescenta: — Se ordenar a inspeção, também precisará decidir o que fazer com homens como Ashford. — Oficiais honestos costumam ser úteis. — Mas também costumam criar inimigos rapidamente. O gabinete volta a ficar silencioso. A chuva continua batendo contra as janelas do castelo.
Art Style: Korean Digital
Color Mode: Full Color
Panels: 3
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