Creation Details
Panel prompts:
- #1“Antes de tudo, havia apenas o vazio. Não havia tempo, nem luz, nem sombra. Apenas silêncio. Do silêncio nasceu Aelarion, o Primeiro. Ele não foi criado — ele despertou. E ao despertar, compreendeu algo simples e terrível: existir é estar sozinho. Para não permanecer só, Aelarion dividiu sua essência. Assim nasceram doze deuses. Seis carregavam o desejo de criar. Seis carregavam o desejo de controlar. Eles não eram bons ou maus — ainda não. Eram ideias puras: ordem, caos, luz, sombra, vida e morte. Entre eles, um observava em silêncio: Maeltheris. Ele foi o primeiro a entender uma verdade proibida: Tudo que nasce… pode morrer. Quando Aelarion decidiu criar um mundo físico, as sombras se rebelaram. Maeltheris declarou que um mundo finito estava condenado ao fracasso. A guerra rasgou o vazio. Planos colidiram. A criação quase morreu antes de existir. E no centro do conflito, Aelarion percebeu: não haveria vitória. Para salvar a criação, Aelarion escolheu deixar de ser um deus. Seu corpo tornou-se terra. Seu sangue, mares. Seu último suspiro, o céu. Assim nasceu Aldrakar — um mundo vivo, feito de sacrifício. Os deuses sobreviveram… mas jamais seriam os mesmos. Após a criação, os deuses foram afastados do mundo mortal. Não podiam mais caminhar entre os vivos. Maeltheris foi selado entre planos e sombras. Mas a prisão não era perfeita. Onde há medo, há sombra. E onde há sombra… Maeltheris sussurra. Raças nasceram. Cidades se ergueram. Impérios caíram. Os deuses passaram a agir por sinais, milagres e campeões. Os mortais herdaram o mundo… sem saber o preço que ele custou. Mas Aldrakar nunca se curou completamente. Eldrakar não é um lugar. É uma cicatriz. Uma falha deixada pela guerra divina, onde o mundo ainda sangra. Quando Eldrakar despertou, o equilíbrio começou a ruir. E as sombras voltaram a se mover.”
- #2“Kaela Varn, filha de camponeses da Baixa Aldrakar, aprendeu cedo que o mundo não oferecia proteção. A primeira cicatriz que recebeu não veio de um inimigo, mas do chicote de um lorde bêbado que achou engraçado derrubar um balde de água em sua túnica nobre. Anos depois, já adulta, seu nome era murmurado entre soldados e mercenários: a Guerreira da Lâmina Dobrada. Seus movimentos eram calculados, sua coragem, incansável. Durante uma escolta a uma caravana da Cidade Alta, Kaela enfrentou três bandidos sozinha. Quando a capitã recuou, Kaela avançou. Não por glória — mas por raiva. Ao fim, com sangue nos braços e olhos de fúria, ela apenas disse: — Quem foge de uma luta já está morto. Mas havia algo que nem ela podia combater: os sonhos. Desde a juventude, Kaela ouvia vozes no sono. Sussurros em uma língua esquecida, e visões de um trono de sombras, enterrado sob Aldrakar.”
- #3“Varek Dorn foi criado entre os fanáticos da Igreja do Julgamento. Era o braço da punição. Aos doze, segurava uma adaga com mais firmeza que o próprio nome. Aos vinte, era chamado de Algoz de Cinza — executava em silêncio, orava em silêncio, respirava em silêncio. Mas um dia, Varek questionou uma ordem. Uma criança foi acusada de heresia por ter nascido “sob a lua errada”. Varek se recusou a matá-la. Foi então que ele matou o sumo-sacerdote que ordenara o sacrifício. Desde então, tornou-se caçado pelos inquisidores, um desertor. Em suas costas, tatuagens queimadas com ferro falavam de seus crimes. E na mão direita, ele mantinha a adaga sagrada que deveria usar apenas para "justiça". Em sua mente, uma frase ressoava sempre que matava: — Justiça não é dogma. É escolha. Agora, vagando pelas sombras de Aldrakar, ele busca algo que nem sabe se existe: redenção.”
Art Style: Mini Cute
Color Mode: Full Color
Panels: 3
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