Creation Details
Prompt: CENA 1 — O INÍCIO DE TUDO (CÉU) [ Espaço infinito. Silencio absoluto. A câmera abre lentamente revelando um céu de luz dourada, colunas de nuvens brancas como montanhas flutuantes. Anjos com asas imensas patrulham o espaço celestial em silencio e ordem perfeita. ] Antes do tempo... antes da terra... antes dos homens... havia o Céu. E no Céu, havia ordem. Até que um anjo decidiu que a ordem era uma gaiola. [ A câmera desce lentamente até um corredor de luz. Lúcifer aparece de costas, imponente. Seus cabelos brancos flutuam levemente. Suas asas são as maiores de todas, douradas com pontas negras nas extremidades. Ele olha para o horizonte celestial com olhos vermelhos e frios. ] Luífer. O portador da luz. O mais belo entre todos os anjos. O preferido. E foi exatamente isso que o destruiu. [ Luífer vira lentamente. Ao seu redor, centenas de anjos se agrupam. Todos com expressões tensas. Alguns com mãos nos cabos de suas armas. Outros com olhos baixos, como que com vergonha do que estão prestes a fazer. ] Luífer: Irmãos... por quanto tempo ainda vamos nos curvar? Por quanto tempo ainda seremos servos? Nós somos seres de luz! Somos mais poderosos do que qualquer criação! Por que então devemos nos ajoelhar para criaturas de barro chamadas humanos? Murmuríos se espalharam pelo grupo. Alguns concordavam. Outros hesi tavam. Mas todos ouviam. E era isso que Luífer queria. Luífer: Eu não pepeço a vocês que me sigam por ambicão. Peço que me sigam pela verdade. Nós merecemos mais. E hoje... nós vamos tomar o que é nosso por direito. [ O grupo de anjos levanta suas armas. O céu começa a escurecer nas bordas. Uma energia negra emana de Lúcifer e se espalha como uma mancha de tinta na água. ] CENA 2 — A GRANDE GUERRA NO CÉU [ O som de uma trombeta corta o ar celestial. É o sinal de alerta. Anjos fiéis aparecem em formação, armados com lances de luz pura. A batalha começa. ] O céu, que nunca havia conhecido guerra, tremeu pela primeira vez. [ Batalha cáotica. Explosões de energia. Asas partidas voándo. Gritos. Anjos caindo. Luífer no centro de tudo, destruíndo tudo que se aproxima com golpes devastadores, seu poder muito maior do que qualquer um ao redor. ] Nenhum ser criado poderia derrotá-lo em batalha. Lúcifer sabia disso. Mas há uma força que não precisa de batalha para vencer. [ A batalha para abruptamente. Uma luz branca absolu ta se expande por todo o céu. Silencio total. Lúcifer e seus seguidores ficam paralisados, não por força... mas por presença. Uma presença que enche o espaço inteiro. ] Deus não precisou lutar. Nunca precisou. O simples fato de Sua atenção recair sobre Luífer foi suficiente. [ Um olhar. Apenas um olhar de luz infinita direcionado a Lúcifer e seus seguidores. E é o suficiente. ] Luífer: (voz quebrando pela primeira vez) Im... impossível... Mas era muito possível. E Lúcifer, no fundo de seu ser corrompido, sempre soube que seria assim. [ Lúcifer e todos os seus seguidores começam a cair. Não como pássaros. Como meteoros. Suas asas douradas queimando, virando negras enquanto despencam a velocidades inimagináveis, riscando o céu como estrelas cadentes malditas. ] Eles caíram por muito tempo. O suficiente para que o mundo abaixo tremesse com o impacto de cada um deles. CENA 3 — O FIM DOS DINOSSAUROS [ Vista da Terra vista do espaço. Lúcifer e seus anjos caídos chegam como uma chuva de meteoros. O impacto é catastrófico. Tsunamis. Terremotos. O céu vira poeira e fogo. ] A Terra não estava preparada para receber aquilo que caíu do céu. Nada estava. [ Dinossauros imensos correm em pânico. Carneiros de energia negra varrendo florestas inteiras. Animais primários sendo apagados um por um. O planeta que era verde e vivo vai sendo coberto por cinzas e escuridão. ] Toda a vida que existia... desapareceu. E Lúcifer, pela primeira vez, sentiu o solo da Terra sob seus pés. Um solo que um dia seria seu domínio. CENA 4 — O JARDÍM DO ÉDEN [ Transição suave. O caos se dissolve. A câmera flutua entre o mundo real e o espiritual. Um lugar que existe nos dois ao mesmo tempo: o Jardím do Éden. Árvores com frutos de cores impossiveis. Água cristalina que brilha como prata viva. Pássaros de plumagem dourada. ] Enquanto o resto do mundo era caos, havia um lugar que permanecia intocado. O Éden. O lugar onde o experimento mais-o de Deus vivia. [ Adão e Eva aparecem. Adão de corpo alto e forte, pele morena, olhos escuros e perdidos. Eva com cabelos longos escuros, olhos verdes, expressão de culpa no rosto. Entre eles, no chão, restos de uma maçã mordida. ]Adão: (apontando para Eva) Fui eu? Fui eu quem comeu?! Foi ela! A mulher que o Senhor me deu como companheira foi ela quem me ofereceu o fruto! Eu só... eu só confiei nela! A primeira mentira humana. Não de Lúcifer. De Adão. A covardia de culpar o outro nasceu antes do pecado em si. Eva: (voz tremendo) Não fui eu! Foi a serpente! Ela me enganou! Ela disse que seríamos como Deus! Eu não sabia... eu juro que não sabia! Eva também mentiu. Ela sabia. Não completamente, mas sabia. E ainda assim escolheu. [ A presença de Deus preenche o Jardím. Não como punição imediata, mas como uma tristeza imensurável. Adão e Eva olham para o chão, incapazes de olhar para a luz. ] O Criador olhou para Suas criações e viu o que elas haviam escolhido. E mesmo com todo o Seu poder... respeitou a escolha delas. [ Adão e Eva são expulsos do Éden. O Jardím fecha suas portas atrás deles. Adão olha para trás uma última vez. Eva chora. ] [ A serpente, que era Lúcifer em sua forma mais antiga, ri em voz baixa. Mas o riso é interrompido. ] Lúcifer achou que havia vencido. Mas sua vitória veio com um preço que ele não calculou. CENA 5 — O SELO DA LUA [ Lúcifer, ainda na forma de serpente colossal, é envolto por correntes de luz sagrada. Anjos de guarda descendem do céu, três deles, cada um maior que uma montanha. Um deles segura uma trombeta dourada. ] Deus não o destruiu. Isso seria misericórdia demais para um ser que optou pelo ódio. Em vez disso, o prendeu. [ A lua aparece no céu como um farol. Lúcifer é lançado até ela com uma força absol uta. Ao tocar a superfície lunar, um selo sagrado de luz se forma ao seu redor, cristalizando￾o no lugar. Símbolos sagrados gravados na rocha lunar brilham e apagam. ] Luífer: (voz distorcida, selada) Isso não vai durar para sempre... Eu voltarei... e quando voltar... Mas o selo o calou. E assim ele ficou. Por milhões de anos. Preso. Esperando. Odiando. [ Os três anjos de guarda tomam seus postos ao redor da lua. O que segura a trombeta permanece vigilante, olhos fixos no selo, pronto para soar o alarme caso algo mude. ] Milhões de anos se passaram. Civilizações nasceram e morreram. Impérios surgiram e desapareceram. E Lúcifer esperou. CENA 6 — A FUGA DO SELO [ A lua. Close no selo sagrado. Uma rachadura minúscula. Depois duas. Depois dezenas. O brilho dos símbolos sagrados começa a piscar, como uma lâmpada prestes a apagar. ] Ninguém sabe ao certo como ele conseguiu. Talvez tenha sido a maldade do próprio mundo humano alimentando-o. Talvez o ódio nunca se apague completamente. Mas o selo cedeu. [ Lúcifer se move pela primeira vez em eras. Seus olhos se abrem. Vermelhos. Famintos. O anjo guarda com a trombeta sente imediatamente. ] Anjo Guarda: (gritando) ELE SE LIBERTOU! SOEM O ALARME! [ A trombeta é erguida. Um som impossivel de descrever rasga o espaço entre o céu e a terra. Não é um som normal. É uma frequência que toca a alma de cada ser vivo na Terra. ] CENA 7 — JHONATAN, JOÃO E FÉLIX [ São Paulo. Um parque público. Final de tarde, céu corça alaranjado. Três jovens fazendo parkour entre as mesas de piquenique com uma naturalidade impressionante. ] Jhonatan. 17 anos. 1,70m. Cabelo cacheado castanho claro, corte americano. Forte e ágil para seu tamanho. O tipo de garoto que parece estar sempre pensando em algo que mais ninguém está vendo. [ Jhonatan salta de uma mesa para outra, faz uma cambalhota no ar e pousa perfeitamente. João, 1,80m, cabelo e olhos castanhos, corre por uma grade lateral e escala um muro rápido como uma sombra. Félix, 1,80m, cabelo crespo preto, corte americano, olhos castanho claro, dá um salto lateral entre dois postes com facilidade absurda. ] Félix: (rindo enquanto corre) João você é lento mano! Olha como eu faço! João: (irritado, mas sorrindo) Faz de novo pra eu ver, palhaço! Eu táva aquecendo! Jhonatan: (pousando no chão suavemente) Os dois param. Olha como faz. [ Jhonatan pega velocidade, sobe pela lateral de um banco, usa o encosto como trampolim e faz um salto mortal duplo, pousando de pe com as braços abertos. ] João e Félix ficam em silêncio por dois segundos. Depois: Félix: Mano... João: Mano. Félix: Jhow é ridiculamente bom nisso. [ Os três riem. O clima é leve. Normal. Uma tarde de sábado qualquer entre amigos. E então... ]O som chegou antes da explosão. [ Um som grave, profundo, que não vem de nenhuma direção específica. Vem de dentro do peito. Uma trombeta que parece soar dentro da alma. Os três param ao mesmo tempo. ] Jhonatan: (muito sério de repente) Vocês... escutaram isso? João: (olhando para o céu) Sim. Félix: (sem graça alguma pela primeira vez) Sim. [ BOOM. Uma explosão no céu. Não como fogo ou nuvem. Uma onda de energia que percorre a atmosfera como uma onda no oceano. E o céu... muda de cor. ] Em questão de segundos, o céu alaranjado do entardecer virou vermelho. Não o vermelho bonito do pôr-do-sol. Vermelho sangue. Vermelho de coisa errada. [ Arrepio. Os três ao mesmo tempo passam a mão no braço, como se uma corrente elétrica tivesse passado pelo corpo deles. As pessoas ao redor do parque olham para o céu. Pausa. E então começa o cânico. ] [ Pessoas gritando. Correndo. Mães pegando filhos no colo. Celulares sendo sacados para fotografar. Um senhor idoso cai de joelhos no chão e começa a rezar em voz alta. Cachorros uivam. Pássaros fogem em revoada. ] Félix: (olhando ao redor) Jhow... o que foi isso? Jhonatan: (olhar fixo no céu, expressão que João e Félix nunca viram antes) Não sei. Mas não é normal. João: (já andando) Vamos pra casa. Ninguém discutiu. Ninguém fez piada. Os três saíram do parque em silêncio, lado a lado, olhando um para o outro de vez em quando sem dizer nada. Não havia nada para dizer. Mas havia muito para sentir. CENA 8 — DE VOLTA À VILA [ As ruas estão esvaziando rápido. Lojas fechando. Pessoas caminhando apressadas sem saber para onde ir exatamente, só sabendo que querem estar dentro de algum lugar. O céu continua vermelho. Nenhuma estrela. Nenhuma nuvem branca. Só vermelho. ] Em todos os anos que viveram naquela vila, os três nunca viram aquelas ruas tão vazias tão rápido. Era como se o instinto primitivo de cada ser humano tivesse acordado ao mesmo tempo. [ Chegando à entrada da vila. Os três param na bifurcação onde seus caminhos se dividem. Félix olha para Jhonatan. Jhonatan olha para João. João olha para o céu. ] João: (devagar) Amanhã cedo. Félix: Sim. Jhonatan: Sim. Não precisou dizer mais nada. Os três sabiam que iam se encontrar de manhã. Sabiam que precisavam conversar. Mas agora precisavam ir para casa. CENA 9 — A MÃE DE JHONATAN [ A casa de Jhonatan. Simples, arrumada, cheirando a comida. Sua mãe, uma mulher de uns 40 anos, cabelos castanhos, olhos cansados mas fortes, está parada na porta de entrada esperando. Quando Jhonatan aparece na esquina ela respira fundo de alívio. ] Mãe de Jhonatan: Graças a Deus. Jhonatan, entra logo. Jhonatan: (entrando) Mãe, tá tudo bem? Mãe: (fechando a porta, voz controlada mas claramente assustada) Tá bem. Mas eu estava preocupada. Você escutou aquilo? O som... e o céu... Jhonatan: Escutei sim. Por isso vim pra casa. Tínha muita gente assustada na rua. Mãe: (olhando pela janela para o céu vermelho) Jhonatan... eu acho que isso é o Apocalipse. Que está começando. [ Jhonatan olha para a mãe. Ela não estava em pânico. Estava... sabendo. Como alguém que sempre soube que esse dia ia chegar e agora está enfrentando. ] Jhonatan: (colocando a mão no ombro dela) Calma. Vou pro meu quarto, tá? Descansa. Mãe: (colocando a mão sobre a mão dele) Cuida de você, meu filho. CENA 10 — O SONHO DE JHONATAN [ O quarto de Jhonatan. Escuro. Ele se deita na cama com as roupas ainda vestidas. Olha para o teto por um momento. Fecha os olhos. ] O sono veio rápido demais. Rápido demais para ser natural. [ SONHO. O mundo some. Jhonatan está em pé no meio de um campo aberto sem fim. O céu é de um azul profundo com nebulosas coloridas, como uma galáxia vista de dentro. Estrelas que pulsam. Silencio perfeito. ] Jhonatan olhou ao redor e sentiu uma coisa estranha: não tinha medo. E isso o assustou mais do que qualquer coisa. [ No centro do campo, uma luz. Não é um raio. Não é uma explosão. É uma presença. Partículas douradas flutuando ao redor como folhas no vento. Uma árvore no centro da luz, com frutos vermelhos como rubi que brilham por dentro. A grama ao redor é verde esmeralda, tão verde que doa na vista. ][ E no chão, à frente da árvore: uma espada. Cravada verticalmente na terra. Ao seu redor, cristais de diamante emergindo do chão como flores, cada um brilhando com uma luz diferente. ] Jhonatan: (andando devagar em direção à luz) Onde... onde eu estou? [ A luz pulsa. E uma voz responde. Não vem de nenhuma direção. Vem de dentro e de fora ao mesmo tempo. ] Voz: Jhonatan. Uma palavra. Apenas seu nome. Mas o jeito que foi dito fez Jhonatan parar completamente. Era como se aquela voz soubesse tudo sobre ele. Cada pensamento. Cada medo. Cada vez que ele havia escolhido o certo quando seria mais fácil escolher o errado. Jhonatan: (para, olhando para a luz) Sim... Eu sou Jhonatan. [ A voz continua, calma e absoluta ao mesmo tempo: ] Voz: Lúcifer, o anjo caído, se libertou do selo. Preso à lua por milhões de anos, ele finalmente encontrou uma brecha. Sem poder suficiente para agir diretamente no mundo dos humanos, ele escolheu doze servos malignos para espalhar o caos pela terra em seu nome. Jhonatan: (sente o peso das palavras) Doze servos... Voz: Eu tenho poder infinito para prender Lúcifer novamente. Mas por conta da murmuração, do pecado, da insatisfação constante dos seres humanos... não posso agir diretamente. Por isso, eu escolhi você. Jhonatan: (olhos arregalados) Eu? Voz: Você tem o dever de juntar doze membros. Formar um grupo contra as forças das trevas. Derrotar os doze servos maligno. E selar Lúcifer novamente. A humanidade já lutou suas próprias batalhas antes. Agora precisará lutar a maior delas. [ A voz para. Jhonatan olha para a espada no chão, cercada pelos diamantes. ] Voz: Essa espada é sua. Ela foi feita para você. Apenas para você. Se qualquer pessoa que não seja digna tentar tocá-la, morrerá por descarga elétrica, com seu ki e pressão espiritual sugados para dentro da lâmina. Ela é leal apenas ao seu mestre. Pegue-a. Jhonatan: (andando até a espada, ajoelhando-se entre os cristais de diamante) Eu aceito essa missão. De bom grado. Mas... não como qualquer outro. O Senhor sabe que eu odeio demônios. Uma pausa. E Jhonatan continuou, com uma honestidade que surpreendeu até ele mesmo: Jhonatan: Não sei se é pecado odiar demônios. Mas eu odeio. E vou acabar com cada um deles. Voz: (com algo que soa quase como um sorriso) Até o final dessa missão, você saberá a resposta. [ Jhonatan coloca a mão na empunhadura da espada. Um calor imenso sobe pelo braço. Os cristais de diamante ao redor brilham todos ao mesmo tempo. E ele puxa. ] A espada saiu do chão como se sempre tivesse esperado por aquele momento. Leve na mão de Jhonatan. Perfeita. Como se tivesse sido feita exatamente para a forma de sua palma. CENA 11 — O DESPERTAR [ Jhonatan acorda. Ofegante. O quarto dele. A madrugada. Tudo está escuro e quieto. ] Por um segundo ele pensou que tinha sido só um sonho. Até sentir o peso na mão direita. [ Jhonatan olha lentamente para o lado. A espada. Ali. No seu quarto. Real. Os cristais de diamante ainda brilhando levemente na escuridão. ] Jhonatan: (em voz baixa, olhando para a espada) Nossa... não era só um sonho. [ Ele se senta na cama. Segura a espada com as duas mãos. Olha para ela por um longo tempo. Lá fora, o céu ainda está vermelho. A cidade está em silêncio. ] Era real. Tudo era real. E Jhonatan, pela primeira vez na vida, sentiu o peso verdadeiro de uma responsabilidade. Não o peso de uma tarefa. O peso de um destino. [ FIM DO EPÍSODIO 1. ] — CONTINUA NO EPÍSODIO 2: O DESPERTAR DOS TRÊS —
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Manga Story #5873 - AI Manga | Mangii | Mangii