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Prompt: ““Capítulos de Quem Eu Estou Me Tornando” (Versão Completa)
Capítulo 1 – O Começo Que Doía Todos os Dias
Eu não tive um começo leve.
Meu pai me abandonou quando eu tinha três anos.
Três anos… uma idade em que eu mal entendia o que era o mundo, mas já sentia o peso dele.
Eu não entendia exatamente o que tinha acontecido.
Mas eu sentia.
E sentir… já era o suficiente pra doer.
Todos os dias, eu via outras crianças com seus pais.
Pais que buscavam na escola, que brincavam, que davam atenção, que estavam ali.
Era algo tão comum pra eles…
mas pra mim, parecia algo impossível.
E aquilo começou a me machucar todos os dias.
Eu chorava.
Chorava de verdade, não era birra de criança.
Era um choro silencioso às vezes…
e outras vezes, um choro pesado, que parecia não ter fim.
Eu me perguntava, mesmo sem saber colocar em palavras:
“Por que todo mundo tem… e eu não?”
Era como se tivesse um espaço vazio dentro de mim.
Um espaço que ninguém conseguia preencher.
Cresci com a minha vó…
e com o meu vô, que não era de sangue, mas era o que eu tinha naquele momento.
Minha mãe vivia trabalhando, correndo atrás, tentando dar conta da vida.
E eu ficava ali… no meio disso tudo.
Aprendendo cedo demais a lidar com a ausência.
Aprendendo cedo demais a sentir falta.
E, mesmo sendo só uma criança…
eu já começava a entender que a vida não seria fácil.
Capítulo 2 – Quando a Realidade Começa a Machucar de Verdade
Com o tempo, eu fui mudando.
Não foi algo de um dia pro outro.
Foi aos poucos.
Eu fui ficando mais quieto.
Mais fechado.
Mais na minha.
Não porque eu queria…
mas porque parecia mais seguro assim.
Enquanto outras pessoas tinham apoio, presença, alguém pra contar…
eu aprendia a lidar com silêncio.
Com ausência.
Com coisas que eu nem sabia explicar direito.
E então, a vida me mostrou algo que eu não estava preparado pra ver.
Descobrir que meu vô usava drogas foi um choque.
Não foi uma conversa tranquila.
Não foi algo explicado com cuidado.
Foi algo que eu percebi…
algo que caiu sobre mim sem aviso.
E aquilo já era pesado demais.
Mas teve um momento que marcou de verdade.
O dia em que ele roubou minha bicicleta.
Pode parecer algo simples pra quem vê de fora.
Mas não era.
Aquilo era meu.
Era uma das poucas coisas que me faziam bem.
Era algo que eu gostava, que eu cuidava.
E quando aquilo foi tirado de mim… daquele jeito…
Não foi só uma bicicleta que eu perdi.
Foi confiança.
Foi inocência.
Foi a sensação de que eu podia confiar em quem estava perto.
Naquele momento… eu entendi algo muito cedo:
Até quem está perto… pode machucar.
E isso ficou em mim.
Capítulo 3 – O Peso de um Vazio Que Ninguém Vê
Se tem algo que sempre esteve comigo… foi o medo de ficar sozinho.
Mas não é um medo simples.
Não é só “estar sem alguém”.
É algo mais profundo.
É aquele vazio que aparece quando não tem ninguém pra conversar.
Quando o silêncio fica alto demais.
Quando os pensamentos começam a pesar.
É uma sensação difícil de explicar…
mas fácil de sentir.
Eu me sentia deixado de lado.
Como se, a qualquer momento, as pessoas fossem embora.
E isso criava algo dentro de mim que não parava.
Uma ansiedade silenciosa.
Uma tristeza constante.
Uma necessidade enorme de ter alguém por perto.
Eu queria conexão.
Queria alguém que ficasse.
Queria sentir que eu realmente importava pra alguém.
Mas muitas vezes… eu não tinha isso.
E quando não tinha…
era só eu e meus pensamentos.
E, às vezes, meus próprios pensamentos eram o lugar mais difícil de estar.
Capítulo 4 – Dois Amores e um Coração Cansado
Quando eu comecei a sentir algo de verdade por alguém…
eu achei que talvez fosse ali que as coisas mudariam.
Que talvez, finalmente, eu encontraria alguém que ficasse.
Alguém que não fosse embora.
Mas a realidade foi outra.
Foram dois amores.
Dois momentos da minha vida em que eu me entreguei de verdade.
Sem metade. Sem proteção. Sem defesa.
E nos dois… eu saí machucado.
Não foi só sobre término.
Foi sobre expectativa quebrada.
Foi sobre acreditar… e depois ver tudo desmoronar.
Cada conversa que esfriava,
cada atitude diferente,
cada afastamento…
Tudo isso foi mexendo comigo.
Foi mexendo com minha cabeça.
Com meu coração.
Com a forma como eu me via.
Aos poucos, aquilo foi desgastando algo dentro de mim.
E a tristeza começou a crescer.
Não era mais só tristeza por alguém.
Era uma tristeza geral.
Pesada.
Constante.
Era como se eu estivesse cansado… mesmo sem entender exatamente do quê.
Capítulo 5 – Quase Perdido… Até Alguém Não Desistir de Mim
Antes mesmo dos amores…
já existia algo que tinha me marcado.
Um trauma.
Uma professora já tinha me segurado pelo pescoço.
Aquilo não foi só um momento ruim.
Foi algo que ficou.
Depois disso, estudar deixou de ser algo leve.
Virou algo pesado.
Desconfortável.
Eu perdi a vontade.
Perdi o interesse.
Mas então… apareceu alguém que mudou isso.
Meu primo.
Ele era professor… e conseguiu algo que ninguém tinha conseguido:
Me fazer gostar de estudar.
Aos poucos, eu fui mudando.
Fui tentando de novo.
Fui melhorando.
Parecia que, finalmente, algo estava dando certo.
Mas quando eu estava começando a superar tudo isso…
Ele sofreu… e faleceu.
E naquele momento…
Eu me perdi de novo.
Foi como se tudo tivesse desmoronado mais uma vez.
Eu fiquei sem direção.
Sem vontade.
Sem força.
Era um cansaço muito grande da vida.
Um peso difícil de carregar.
Mas foi aí… no meio de tudo isso…
que apareceu alguém que fez diferença.
Uma professora.
Ela nunca me tratou como alguém sem valor.
Nunca me viu como “menos”.
Mesmo quando eu estava mal…
mesmo quando eu não acreditava em mim…
ela continuava ali.
Tentando.
Ajudando.
Insistindo.
Ela me ensinou… mas foi muito além disso.
Ela me acolheu sem perceber.
E, aos poucos… foi me tirando de um lugar muito escuro.
Talvez ela nunca saiba…
Mas só por não ter desistido daquele menino…
ela salvou uma vida.
Capítulo 6 – Bruna e Amanda: Duas Histórias, Duas Cicatrizes
Bruna
Bruna era diferente.
Ela era incrível em tudo.
Bonita, especial… alguém que chamava atenção de verdade.
Mas, no fundo… era um amor complicado.
Eu tinha 16.
Ela 13.
E as pessoas julgavam muito.
E eu… deixei isso influenciar.
Eu errei.
Eu dei mais importância ao que os outros pensavam…
do que ao que eu sentia por ela.
E isso acabou machucando ela.
Mas o pior veio depois.
Quando eu percebi…
eu já estava completamente apaixonado.
Entregue de verdade.
E foi nesse momento…
que tudo acabou.
Ela terminou comigo.
E não foi só um término.
Ela não queria mais olhar na minha cara.
Era como se eu tivesse deixado de existir pra ela.
Aquilo me quebrou.
Eu fiquei sem chão.
Sem direção.
Sem entender.
Meu coração… foi destruído.
Amanda
Amanda foi uma história diferente…
mas com um final que doeu tanto quanto.
Eu conheci ela no começo do ano.
E, desde então… eu fui tentando.
Me esforçando.
Insistindo.
Fazendo de tudo pra conquistar ela.
Foi um ano inteiro nisso.
E quando parecia que, finalmente, estávamos juntos…
Veio mais uma dificuldade.
Férias.
Ela sem celular.
Mas a gente não desistiu.
Começamos a nos falar por cartas.
Cartas de verdade.
Com ajuda da amiga dela, que entregava pra mim e pra ela.
Era algo simples…
mas cheio de sentimento.
Só que então… veio a notícia.
Os pais dela descobriram.
E eles eram rígidos.
Muito rígidos.
E decidiram que ela não poderia mais ficar comigo.
Quando voltamos pras aulas…
ela veio falar comigo depois de dois dias.
A gente sentou.
Conversou.
Eu ainda tinha esperança.
Achava que daria pra gente dar um jeito.
Mas não deu.
Ela terminou comigo.
Disse que a culpa era minha.
Que eu não fui homem suficiente pra ir falar com o pai dela.
Mesmo eu sabendo…
que eles já tinham deixado claro que não aceitariam.
Aquilo me destruiu.
Mas ainda tinha mais.
Ver ela com alguém que eu considerava um parceiro…
Um amigo de verdade…
Aquilo foi o pior.
Não foi só tristeza.
Foi decepção.
Foi confusão.
Até hoje eu não entendo.
Não sei o que fiz…
ou o que deixei de fazer.
Só sei que aquilo me marcou.
E que doeu… de um jeito difícil de explicar.
Capítulo 7 – Ainda Estou Aqui
Depois de tudo isso…
Eu ainda estou aqui.
Com marcas? Sim.
Com dor? Também.
Com dúvidas? Muitas.
Mas ainda de pé.
Minha história não acabou.
E talvez…
tudo isso não seja o final.
Talvez seja só a parte mais difícil da história.
A parte onde tudo parece perdido…
antes da virada acontecer.
Se você quiser, a gente pode”
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