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Panel prompts:
- #1“ ## Gotham: Ecos dos Mortos ### Capítulo 1 — A Cidade Onde Sombras Andam A chuva de Gotham não apenas caía; ela castigava. O asfalto transformava-se em um espelho quebrado, refletindo o neon sujo em tons de vermelho e azul sob o som rítmico dos disparos. Tiros ecoavam pelo beco estreito, rasgando o silêncio metálico da noite. Matt Mackenzie deslizou para trás de uma viatura crivada de balas. O movimento era instintivo, quase mecânico. Ele ejetou o pente vazio da pistola com um estalo seco, enquanto o cheiro de pólvora e ozônio queimava suas narinas. Aos vinte anos, Matt já sentia o peso de um veterano. Oficialmente, ele era apenas um policial novato do GCPD seguindo os passos do pai. Extraoficialmente, ele era um fantasma caçando respostas. Richard Mackenzie havia desaparecido anos atrás em uma investigação que o departamento preferiu enterrar sob o rótulo de "sumiço em serviço". Mas em Gotham, as pessoas não sumiam; elas eram apagadas quando chegavam perto demais da verdade. Matt puxou o ferrolho da arma, sentindo o metal frio contra a palma da mão. — Que jeito desgraçado de terminar o turno... — murmurou para si mesmo. Ele girou o corpo, projetando o braço por cima do capô amassado. **BANG! BANG!** Um dos capangas, vestindo um terno caro demais para o trabalho sujo que fazia, desabou sobre um carro abandonado. A resposta foi imediata. Uma chuva de chumbo estraçalhou os vidros da viatura, cobrindo Matt com estilhaços de cristal. Eram homens de Theo Galavan. O empresário, o filantropo, o "salvador" de Gotham. Matt sabia que Galavan era apenas mais um monstro usando uma máscara de civilidade, mas a ironia de sua própria situação era o que mais o amargurava. Morrer no "mundo real" para reencarnar no universo da DC parecia um bilhete premiado... até você perceber que o seu berço foi Gotham. A cidade não era um lugar. Era um organismo doente que se alimentava de sofrimento. Outro impacto atingiu a lataria, bem perto de sua cabeça. Matt se preparou para revidar, mas foi então que o mundo ao seu redor perdeu a cor. Lá estavam elas. Novamente. **As Sombras.** Figuras negras e esguias caminhavam entre os mafiosos como se flutuassem. Eram altas, desprovidas de rostos, moldadas em uma fumaça densa que parecia sugar a luz ao redor. Cadáveres etéreos que apenas Matt conseguia enxergar. Ele apertou a mandíbula, sentindo o gosto metálico do sangue na boca. Via aquelas coisas desde a infância. No início, achou que fosse loucura; depois, entendeu que eram presságios. Onde havia morte em massa, rituais ou dor extrema, os "Ecoantes" apareciam como abutres esperando a carne esfriar. Uma das sombras parou atrás de um atirador, pousando as mãos longas e esfumaçadas em seus ombros. Como se fosse hipnotizado, o criminoso saiu da cobertura, disparando loucamente para o nada. Matt não hesitou. **BANG!** O homem caiu imóvel sob a chuva. Por um breve e terrível segundo, Matt jurou que a sombra, antes de desaparecer na escuridão, esticou o que deveria ser uma boca em um sorriso de aprovação. Ele odiava aquilo. O rádio em seu ombro explodiu em estática, cortando o som da chuva. — *Mackenzie!* — a voz do sargento estava distorcida. — *Eles estão recuando para a igreja! Não deixe que completem o—* A transmissão foi engolida por um chiado agudo. Matt ergueu os olhos. No final da rua, os sobreviventes do tiroteio arrastavam-se para dentro de uma antiga catedral gótica, uma construção de pedra negra que parecia observar a cidade com desprezo. As portas duplas estavam escancaradas, deixando escapar uma luz vermelha doentia que manchava a névoa. E havia o som. Cânticos baixos, guturais, em uma língua que não deveria ser pronunciada por cordas vocais humanas. Dezenas de sombras caminhavam agora em direção à entrada, como peregrinos silenciosos em uma procissão macabra. Um arrepio gélido subiu pela espinha de Matt. — Claro... — ele soltou um riso seco e sem humor, pegando a escopeta no banco do passageiro da viatura. — Porque um tiroteio normal seria fácil demais ”
- #2“ ## Gotham: Ecos dos Mortos ### Capítulo 1 — A Cidade Onde Sombras Andam A chuva de Gotham não apenas caía; ela castigava. O asfalto transformava-se em um espelho quebrado, refletindo o neon sujo em tons de vermelho e azul sob o som rítmico dos disparos. Tiros ecoavam pelo beco estreito, rasgando o silêncio metálico da noite. Matt Mackenzie deslizou para trás de uma viatura crivada de balas. O movimento era instintivo, quase mecânico. Ele ejetou o pente vazio da pistola com um estalo seco, enquanto o cheiro de pólvora e ozônio queimava suas narinas. Aos vinte anos, Matt já sentia o peso de um veterano. Oficialmente, ele era apenas um policial novato do GCPD seguindo os passos do pai. Extraoficialmente, ele era um fantasma caçando respostas. Richard Mackenzie havia desaparecido anos atrás em uma investigação que o departamento preferiu enterrar sob o rótulo de "sumiço em serviço". Mas em Gotham, as pessoas não sumiam; elas eram apagadas quando chegavam perto demais da verdade. Matt puxou o ferrolho da arma, sentindo o metal frio contra a palma da mão. — Que jeito desgraçado de terminar o turno... — murmurou para si mesmo. Ele girou o corpo, projetando o braço por cima do capô amassado. **BANG! BANG!** Um dos capangas, vestindo um terno caro demais para o trabalho sujo que fazia, desabou sobre um carro abandonado. A resposta foi imediata. Uma chuva de chumbo estraçalhou os vidros da viatura, cobrindo Matt com estilhaços de cristal. Eram homens de Theo Galavan. O empresário, o filantropo, o "salvador" de Gotham. Matt sabia que Galavan era apenas mais um monstro usando uma máscara de civilidade, mas a ironia de sua própria situação era o que mais o amargurava. Morrer no "mundo real" para reencarnar no universo da DC parecia um bilhete premiado... até você perceber que o seu berço foi Gotham. A cidade não era um lugar. Era um organismo doente que se alimentava de sofrimento. Outro impacto atingiu a lataria, bem perto de sua cabeça. Matt se preparou para revidar, mas foi então que o mundo ao seu redor perdeu a cor. Lá estavam elas. Novamente. **As Sombras.** Figuras negras e esguias caminhavam entre os mafiosos como se flutuassem. Eram altas, desprovidas de rostos, moldadas em uma fumaça densa que parecia sugar a luz ao redor. Cadáveres etéreos que apenas Matt conseguia enxergar. Ele apertou a mandíbula, sentindo o gosto metálico do sangue na boca. Via aquelas coisas desde a infância. No início, achou que fosse loucura; depois, entendeu que eram presságios. Onde havia morte em massa, rituais ou dor extrema, os "Ecoantes" apareciam como abutres esperando a carne esfriar. Uma das sombras parou atrás de um atirador, pousando as mãos longas e esfumaçadas em seus ombros. Como se fosse hipnotizado, o criminoso saiu da cobertura, disparando loucamente para o nada. Matt não hesitou. **BANG!** O homem caiu imóvel sob a chuva. Por um breve e terrível segundo, Matt jurou que a sombra, antes de desaparecer na escuridão, esticou o que deveria ser uma boca em um sorriso de aprovação. Ele odiava aquilo. O rádio em seu ombro explodiu em estática, cortando o som da chuva. — *Mackenzie!* — a voz do sargento estava distorcida. — *Eles estão recuando para a igreja! Não deixe que completem o—* A transmissão foi engolida por um chiado agudo. Matt ergueu os olhos. No final da rua, os sobreviventes do tiroteio arrastavam-se para dentro de uma antiga catedral gótica, uma construção de pedra negra que parecia observar a cidade com desprezo. As portas duplas estavam escancaradas, deixando escapar uma luz vermelha doentia que manchava a névoa. E havia o som. Cânticos baixos, guturais, em uma língua que não deveria ser pronunciada por cordas vocais humanas. Dezenas de sombras caminhavam agora em direção à entrada, como peregrinos silenciosos em uma procissão macabra. Um arrepio gélido subiu pela espinha de Matt. — Claro... — ele soltou um riso seco e sem humor, pegando a escopeta no banco do passageiro da viatura. — Porque um tiroteio normal seria fácil demais ”
Art Style: Classic Action
Color Mode: Full Color
Panels: 2
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